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MÚSICA

Paulinho Moska ao violão em Belém

Violões e a voz. O cantor Paulinho Moska dá ênfase ao instrumento e ressalta as suas principais canções no show “Moska, Violões e Voz”, que ele apresenta neste sábado, 10, no Palafita, em Belém, na programação do XXX Festival Internacional de Música do Pa

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Violões e a voz. O cantor Paulinho Moska dá ênfase ao instrumento e ressalta as suas principais canções no show “Moska, Violões e Voz”, que ele apresenta neste sábado, 10, no Palafita, em Belém, na programação do XXX Festival Internacional de Música do Pará (Fimupa). É uma maneira de mostrar a origem das músicas, tal como foram compostas e primeiramente esboçadas, dedilhadas.

Por isso, Moska reveza violões: um com cordas de nylon (tradicional), outro com cordas de aço (de pegada folk), um violão barítono (afinado em Si, mais grave), um violão híbrido (violão guitarra) e um ukulelê (típico havaiano). A entrada é gratuita. Ele queria fazer um show que não fosse somente o que já faz há muito tempo, desde que começou a carreira, viajando sozinho com seu companheiro de estrada.

Até que viu os cinco violões em casa, que comprou para compor e resolveu montar a apresentação com eles. “Eles nunca tinham saído de casa, justamente porque eu comprava para mim, para ficar tocando, e de repente já tinha intimidade com eles e numa semana com bate-papo com empresário, sugeri essa turnê voz e violão diferente”, contou em entrevista ao MultiTVCidades.

Moska diz ainda que a apresentação é uma experiência pelo som das cordas: e das frequências do mais comum e suave aos ruídos elétricos distorcidos de sua guitarra. Para Moska, a novidade foi o ukelelê. Antes de ter acesso ao instrumento, ele criticava, pois achava muito “na moda”.

“Ele tem uma afinação diferente e parece uma caixinha de música. Falo isso no texto, que não queria essa mulher de jeito nenhum, sentava no colo de todo mundo, que parecia uma criança. Achava ela muito infantil, mas o dia que ela sentou no meu colo eu não resisti. E realmente, o dia que peguei o ukulelê e parei de criticar, tive um espasmo. Puxa vida, é uma delícia. Sai sempre uma coisa diferente”, avaliou.

REPERTÓRIO

No repertório, os clássicos de sua carreira como “Pensando em Você”, “A Seta e o Alvo”, “A Idade do Céu”, “Lágrimas de Diamantes”, “Último Dia”, “Tudo Novo de Novo”, “Namora Comigo”, “Somente Nela”, “Admito Que Perdi”, “Relampiano”, Quantas Vidas Você Tem?, “Sem Dizer Adeus”, “Muito Pouco”, entre outras. Mesmo com a sólida carreira, ele se considera um homem que erra, mas que procura mudar o tempo todo.

“A vida é dinâmica e a gente que costuma repetir nossos hábitos e acha que ela demora. A gente que fica parado lutando contra isso. Sempre tive uma vida muito atenta ao fato de que tinha que mudar sempre. Costumava dizer: não espere nada de mim, estava indo contra o que fiz. Não contra, mas querendo mudar, experimentar algo diferente. Até hoje sou assim, sou um leigo profissional. Nesses 30 anos eu errei o tempo todo. Quem tem coragem de errar são as pessoas que mais acertam”, ponderou.

FIMUPA

Show de Paulinho Moska, “Moska, Violões e Voz”
Quando: Sábado, 10, às 22h30
Onde: Palafita Bar (Rua Siqueira Mendes, 134 - Cidade Velha)
Entrada franca
Informações: 3201-9450

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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