A cantora paraense Liège partiu esta semana para uma temporada nos Estados Unidos. Ela ficará em Austin, no Texas, onde realizará uma série de atividades importantes para a carreira: contatos com artistas locais, incursões em estúdios, possibilidades de shows por lá. A expectativa é poder ficar no exterior até o fim do ano, numa imersão na música. Essa é a primeira vez que ela vai se dedicar exclusivamente à carreira, já que também atua como advogada em Belém.
O processo de abrir novas fronteiras com a música começou este ano, com a miniturnê em São Paulo e no Rio de Janeiro, com auxílio de sua produtora, Sônia Ferro Robatto, que inaugura a Lambada Produções ao lado do DJ e publicitário Zek Nascimento. A ida para a terra do Tio Sam também vem da realização ao lado do marido, que foi cursar uma parte do doutorado por lá. E ela já vai com o pé direito: os meninos da banda Vinil Laranja, que moraram na cidade, indicaram algumas possibilidades à cantora. O primeiro show será dia 2 de agosto, na Safe House, em Austin – local conhecido de artistas independentes,com transmissão ao vivo pela internet.
“Também pretendo adquirir equipamentos para montar um estúdio caseiro e começar a produção musical do meu primeiro disco, com 10 faixas. O primeiro fiz apenas em EP, com quatro músicas e agora quero trabalhar mais na produção desse disco, que terá minha direção musical e participação de músicos que já trabalharam comigo, como a Beatriz Santos, Dan Bordalo (tecladistas) e o (guitarrista) Lucas Estrela”, diz.
A ida aos EUA é ainda, para Liège, uma maneira de trabalhar de forma mais intensa também na busca de sua sonoridade, que ela diz não ter rótulos. Prefere colocá-la como “Música Popular Brasileira Contemporânea”. Liège diz buscar algo mais pop eletrônico, mas sem deixar de lado o sotaque regional.
“Não consigo classificar, quero ficar livre. Estou pensando em elementos eletrônicos e sintetizadores, mas com a nossa regionalidade, não quero que isso fique perdido, apesar de já ter sotaque e canto que diz isso. Tenho composto com a Keila Gentil, DJ Pro.Efx, Dona Onete. Quero aprender e misturar com os nossos conhecimentos e ver como isso se reflete no disco como um todo”, adianta.
Mesmo com tudo certo, ela diz que não tinha tanta expectativa de realizar o projeto de ir para o exterior tão cedo em sua carreira. “Jamais tinha cogitado, mas rolou e é um presente, não poderia deixar de agarrar. Estou indo passar esse tempo sem patrocínio nem apoio, realmente é tudo do nosso bolso, aventurando e arriscando, com ajuda de amigos e familiares. É um grande salto para mim”, finaliza.
(Dominik Giusti/Diário do Pará)
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