Após percorrer sete municípios paraenses, a segunda fase do projeto “Amazônia Samba”, do cantor e compositor paraense Arthur Espíndola, chega hoje a Bragança para registrar composições inéditas de sambistas locais. Exibido pela TV Cultura Pará e TV Cultura de São Paulo, com transmissão para todo o Brasil, o programa de mesmo nome vai ao ar todas as segundas-feiras, às 7h30, com reprise aos sábados, às 7h, nas duas emissoras.
Depois da bem sucedida produção da primeira fase, que consistiu em programas televisivos falando de compositores da região que deixaram seu nome na história, o “Amazônia Samba” parte agora para registros inéditos. “Na primeira fase, registramos sambistas da Amazônia com reconhecimento do público, como Chico da Silva, Toninho Nascimento, Eduardo Souto, além de sambas das escolas e blocos de Belém que marcaram época. Nesta segunda fase, estamos gravando com compositores anônimos, mas que têm representatividade dentro de seu município, para mostrar o bom samba produzido na Amazônia que o grande público não conhece”, justifica Espíndola, idealizador do projeto.
Em Bragança, o programa contará com a participação de Lázaro, um pescador de Ajuruteua que é compositor, e de Miguel Ramos, outro morador de Ajuruteua, que é professor, mas nas horas vagas arrisca fazer sambas em seu violão. Também o pessoal da cidade: Geraldo Nogueira, Evandro Batista e os compositores da Escola de Samba A Patokada, agremiação com 43 anos de atividades.
“Os compositores da Patokada hoje moram em Belém, mas está todo mundo vindo participar da gravação. Para nós, é uma satisfação muito grande integrar esse projeto que reconhece os sambistas anônimos, mas que fazem samba de verdade”, diz Paulo Koroty, membro da diretoria da Escola de Samba A Patokada.
Antes de chegar a Bragança, o “Amazônia Samba” já visitou, nesta etapa, as cidades de Oriximiná, Óbidos, Alenquer, Santarém, Marapanim, Ourém e Tracueteua. Depois de Bragança, a equipe seguirá para Breves, Salvaterra, Joanes, Abaetetuba, Cametá e Moju. “Nossa intenção é traçar um panorama com o samba autoral produzido nessas cidades e disponibilizar esse material nas mídias virtuais para divulgação”, conclui Arthur Espíndola.
(José Clemente Schwartz/Diário do Pará)
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