Em sua terceira apresentação em Belém, Esteban Tavares volta à capital paraense com um show especial, que lança a turnê do seu recente trabalho, “Eu, Tu e o Mundo”. Neste sábado, no Teatro Estação Gasômetro, ele promete uma noite cheia de energia, por conta de uma estética que ainda não havia trazido para cá: o show com a banda completa.
“Belém é minha cidade favorita, fiz meus melhores shows por aí. É a primeira vez que vou tocar na cidade com o meu formato completo e estou muito ansioso. Belém é a segunda cidade da turnê e eu me sinto muito feliz por começar a tour aí. Espero mais uma noite de felicidade”, projeta o cantor. O show terá abertura da banda Dois na Janela, de Abaetetuba.
Depois de anos tocando e compondo com bandas e artistas do cenário nacional como Fresno e Humberto Gessinger, Esteban Tavares aposta em novos ritmos para sua carreira solo. Dono de músicas que embalam mistos de sentimentos que vão de extremos amores a desamores, o cantor lançou dois CDs: “¡Adiós, Esteban!” (2012) e “Saca La Muerte de Tu Vida” (2015), além de dois EPs com músicas em inglês, “Smokers in Airplanes” (2013) e “Liquid Love Reality” (2014), todos já apresentados em Belém.
Agora em sua terceira turnê pelo Brasil, o músico mantém a marca de ter uma música com raízes tipicamente sul-americanas, que também se inspira em ritmos contemporâneos como o rock inglês, o folk tradicional e o indie rock, sem perder o sotaque platino (gaúcho, uruguaio e argentino). “O rock latino é muito mais importante na minha carreira e eu tento absorver ao máximo”, explica o cantor, que desde o mês de maio vem divulgando uma música por semana, acompanhada de vídeos do making off da gravação do disco.
“O novo CD é um híbrido entre os dois discos anteriores. O ‘¡Adiós’ é feliz harmonicamente e triste liricamente. Inverso acontece com o ‘Saca La Muerte de Tu Vida’. Dessa vez, como eu estava dominado pelo sentimento de saudade, o ‘Eu, Tu e o Mundo’ mescla os dois universos: esperança e aceitação da derrota. É o misto de sentimentos que a distância causa”, descreve.
Essa ligação forte com o Pará faz com que Esteban Tavares também acompanhe o que fazem algumas bandas daqui, e ele defende uma melhor divulgação de outros estilos do estado além do brega e do carimbó. “O Brasil precisa aprender que Belém não tem só o ‘treme’ e os derivados do calipso. A banda Blind for Giant, que acompanho, por exemplo, é demais. Delinquentes são outro clássico. Tem muita coisa boa acontecendo no Pará que as pessoas precisam conhecer”, ressalta o músico.
(Nathalia Petta especial para o TDB)
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