Um fim de semana de boa música em um cenário paradisíaco, já descrito pela imprensa internacional entre as mais belas praias do planeta. É o que reserva, a partir de hoje, a quarta edição do Tapajazz Festival, realizado até domingo, em Alter do Chão, distrito de Santarém, no oeste do Pará.
Este ano, o Tapajazz traz na programação grupos regionais como Kuatá do Carimbó e Clube do Choro de Alter do Chão, além do consagrado Mundo Mambo. Também se apresentam dois grandes nomes do violão brasileiro, Sebastião Tapajós e Yamandú Costa.
Nome reconhecido internacionalmente, Sebastião Tapajós estará em casa. Nascido em Santarém, o violonista e compositor começou a tocar ainda na infância, com o pai. Depois estudou no Conservatório de Lisboa e no Instituto de Cultura Hispânica de Madrid. Com um carreira estrelada - seus discos “Guitarra Criolla”, de 1982, e “Terra”, de 1992, ganharam diversos prêmios na Europa -, Sebastião tocou com nomes como Hermeto Paschoal, Paulo Moura, Sivuca, Gerry Mulligan, Astor Piazzolla, Oscar Peterson, Paquito D’Rivera e Joel do Bandolim.
Mundo Mambo e atração de hoje (Foto: Divulgação)
Yamandú Costa também está na programação dess sexta-feira (Foto: Divulgação)
Já o gaúcho Yamandú Costa teve um início parecido ao de Sebastião, mas com as influências da música folclórica dos Pampas. Na adolescência, influenciado por nomes como Radamés Gnatalli, Baden Powell, Tom Jobim e Raphael Rabello, elevou sua interpretação do instrumento e, aos dezessete anos, já era apontado como músico revelação, depois de se apresentar em São Paulo, no Circuito Cultural Banco do Brasil. Acumula diversos prêmios em festivais nacionais e internacionais, com um repertório que vai do choro e da bossa nova ao tango e à milonga, passando pelo jazz e samba.
O Tapajazz Festival já é uma referência no calendário da música instrumental e tem ajudado a proporcionar o intercâmbio entre os artistas do cenário regional com músicos de projeção nacional de outras regiões do País, com grandes espetáculos para o público.
De acordo com os organizadores, o evento é um canal de diálogo musical entre a tradição regional e o contemporâneo e um espaço para difusão da música instrumental e a produção folclórica e tradicional, que em geral têm menos espaços para divulgarem sua arte.
(Diário do Pará)
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