"Vamos dançar ciranda?”, perguntou a cantora Inesita em sua apresentação nas “Seletivas Se Rasgum”, no último sábado, 23, em Belém. E o público cirandou: uniu as mãos e fez uma grande roda no Insano Marina Club. A energia das músicas e a performance - ao final ela pulou do palco - a fez ser a primeira colocada entre os dez candidatos que disputavam quatro vagas para compor a programação oficial do evento, em novembro. Em segundo lugar ficou o cantor Andro Baudelaire, em terceiro a banda Dois na Janela e em quarto, o grupo Kikito. Os artistas receberam notas de três jurados: Esperança Bessa, editora do Você; Sônia Ferro Robatto, da Lambada Produções; e Edimar Filho, produtor da banda Far From Alaska, atração convidada da noite. Inesita, que lançou em julho seu primeiro EP “Normal de Pedra”, começou tímida, ainda muito ligada ao seu contrabaixo - já que ela começou tocando o instrumento e até hoje integra bandas de cantores como Sammliz e Liège. Mas, depois, foi se soltando. É que a própria concepção do show ainda está sendo formatada, esta foi a sua segunda apresentação para mostrar as faixas, ao lado de Léo Chermont, que atuou como produtor musical, além do baterista Daniel Pinheiro, o guitarrista Milton Cavalcante e Ismael Rodrigues na percussão. “Foi a primeira experiência num palco daquele tamanho, com um público que não era formado apenas pelos meus amigos. Sou acostumada a tocar perto do batera e quando passei para a frente foi uma outra sensação. Encarar aquele palco foi diferente, mas botei a cabeça no lugar e foquei nas pessoas queridas. E quebramos tudo. Fiquei leve e toquei, fiz o que a gente tinha ensaiado. Estávamos todos na mesma barca e queríamos nos divertir”, diz a vencedora. “A cena de Belém está muito legal, o pessoal está mandando ver. E a disputa estava num clima de todos torcendo por todos, um festival mesmo. Estava leve o ambiente, não tinha clima de competição e quem descia do palco acompanhava o colega, vibrava junto”, comemora. Além de ir para a programação do evento principal, Inesita vai ganhar uma arte feita pelo designer Rodrigo Cantalício e um ensaio fotográfico por Renato Chalu, além de participação no programa “Conexão Cultura”, transmitido ao vivo pela rádio e TV Cultura, horas de ensaio grátis no Fábrika Studio e release feito pela Se Rasgum Press. Segundo Esperança Bessa, este foi um dos anos em que a qualidade esteve mais equiparada, e os detalhes em palco fizeram toda a diferença. “Acompanho anualmente as ‘Seletivas’ e arrisco dizer que este foi um dos anos com nível mais elevado. Até quem ainda está no início de uma trajetória musical mostrou que tem um caminho bem definido a ser traçado, um estilo bem definido, uma ideia consolidada do que deseja fazer e, com certeza, com uma boa produção, “As Seletivas foram criadas como mais um momento do festival, mais um palco. Tanto que a gente nem vê como disputa, mas como mais uma noite em que bandas vão tocar, nem que sejam 15 minutos, com plateia e boa estrutura de palco, som e luz, e todo cuidado com o show. Nos últimos anos essa triagem de bandas ficou muito boa e quando vi a escalação das dez selecionadas fiquei bem animado”, comenta Marcelo Damaso, coordenador do “Festival Se Rasgum”. |
(Diário do Pará) |
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