A parceria nas canções e composições entre a cantora Ana Clara Matos e o cantor e compositor Lucas Padilha, que conduz a banda Meio Amargo, agora pode ser conferida em formato de vídeo. Eles começaram a lançar uma série de clipes no YouTube para que a intimidade desse momento de gravação possa ser compartilhado. Mas com uma novidade: arranjos novos para músicas que eles já haviam gravado em suas carreiras solo. Hoje, o canal Ana Clara + Meio Amargo apresenta uma releitura de “Johnny Depp Song”, que está no disco “Tudo que Dissemos que Não Era”, lançado em janeiro deste ano.
A canção é uma sátira e uma ode aos fracassados, vagabundos. “Fala de um cara normal que não é bonito, nem talentoso, muito menos famoso como o Johnny Depp. Essa letra é um sarro comigo mesmo, tipo não sou grande coisa, não valho nada”, brinca Lucas, comparando a vida do personagem da música, avessa a da do ator de Hollywood, famoso por filmes como “Edward Mãos de Tesoura”, “Alice no País das Maravilhas” e a “Fantástica Fábrica de Chocolate”.
Esta é a segunda canção que vai ao ar. A primeira foi “O Adeus Veio Depois”, do disco de Ana, uma composição de Marcelo Damaso e Marcel Barretto.
O projeto celebra uma parceria frutífera. “Tem esse lance da amizade e da proximidade. Temos muita afinidade e estava rolando um volume grande de composições em parceria e percebemos que com isso dava para fazer mais coisas juntos, até pelas referências parecidas que a gente tem. Temos planos, no futuro, de fazer um disco aproveitando essa quantidade de música que a gente já fez. Mas antes disso, achamos que seria legal experimentar um outro formato e surgiu a ideia da série de vídeos, mais minimalista, mostrando os dois tocando e cantando, sem ter outros convidados”, explica Ana Clara.
(Tita Padilha/Divulgação)
Um disco conjunto a caminho
Ana Clara conta que a escolha de um projeto audiovisual para dar sequência à parceria com Lucas Padilha e o lançamento do canal de vídeos são demandas da própria maneira de consumir música hoje em dia. “O vídeo é para variar esse formato de apresentar nosso trabalho e também já para mostrar o registro das ideias de apresentações nesse formato reduzido, pocket”, diz a cantora.
“Ainda sobre vídeo, tem um aspecto legal de ser um registro documental da gente tocando ao vivo, rolam extras no início, dá um ar de intimidade e descontração, de aproximação com o público. E temos que considerar o vídeo como uma ferramenta cada vez mais importante, muita gente prefere esse formato para conhecer trabalhos novos. A gente considera importante ter conteúdo e material nesse formato”, completa Ana Clara.
Os clipes foram gravados no Estúdio 107, por Eduardo Feijó, em março deste ano, antes de Lucas Padilha partir para morar em São Paulo, onde continua residindo atualmente. Mas a distância não é problema, já que a parceria com Ana Clara é de longa data. Eles lançaram seus primeiros EPs num show juntos. “Mas desde antes a gente já compartilhava amigos e gostos musicais e meio que essa parceria surgiu naturalmente. Depois ela gravou uma música minha no disco dela e escrevemos juntos nossa primeira canção, chamada ‘Zelda’, que foi o que ligou a chavinha pra gente compor mais coisas juntos e a gente foi trocando letras, ideias e por aí vai”, comenta Lucas.
Eles pensam em continuar para gravar um disco exclusivo da parceria. “Até que veio esse projeto de gravar uma sessão ao vivo como um ensaio para o que a gente está pensando em fazer mais na frente. É como gravar uma demo e mostrar para os amigos. E eu gosto bastante desse formato reduzido, minimalista, quase cru porque dá oportunidade de mostrar para as pessoas como as músicas foram feitas”, diz o cantor. (DG)
(Dominik Giusti/Diário do Pará)
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