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Banda paraense atualmente baseada em SP lança novo disco em Belém com show definido pelo público (Foto: Julia Fernandes/Divulgação)
Depois de se tornar uma das bandas de rock mais conhecidas de Belém e extrapolar fronteiras, o Molho Negro tem investido em uma carreira nacional. Um passo para isso foi a mudança de seus integrantes para São Paulo. Com o disco novo “Não é Nada Disso que Você Pensou”, o segundo da carreira, esperam consolidar públicos em outros estados. A nova turnê já passou por estados como Rio de Janeiro, Pernambuco e Sergipe, além dos festivais “DoSol” (Natal) e “Suíça Bahiana” (Vitória da Conquista). Finalmente, a banda retorna à cidade natal para apresentar o novo trabalho, com um show nesta quarta, no Black Dog, com votação online para o repertório.
O trio, que passou por Bragança, no domingo passado, depois segue para outros dois shows no Pará, um em Tucuruí, na sexta-feira, e outro em Parauapebas, no sábado.
“A turnê tem tido uma receptividade muito boa e trazido algumas surpresas, como um show no interior da Bahia com grande retorno de público. Tocamos no festival ‘DoSol’ (no último dia 12), em Natal, nossa segunda vez lá e foi muito divertido”, comenta o guitarrista e vocalista João Lemos, em entrevista ao Você. Além dele, a banda é formada por Raony (baixo) e Augusto (bateria), que, influenciados pelo rock de Danko Jones, Black Rebel Motorcycle Club e The Vines, trazem no novo disco letras com críticas tanto à sociedade quanto à política brasileira.
O retorno do público a tais questões é imediata, destaca o vocalista. “Eu percebo que por ser uma banda que canta em português, a letra é assimilada quase automaticamente. A pessoa não vai ler no encarte, ela percebe no show. Às vezes a gente nota um choque, um susto, mas logo é assimilado. Acredito que o público da banda tem uma maturidade política e social bem legal. Tem frase que as pessoas acabam mantendo para si, usando, e que é o propósito afinal da canção”, diz ele.
Para o Black Dog, não será apenas uma noite de repertório novo. Foi colocada em votação na página da banda na internet as músicas que vão entrar no repertório. A intenção é fazer um show de hits. “O que a gente percebeu até agora (com o andamento da votação) é que as pessoas querem as mais agitadas. ‘Rui Barbosa’ é uma que, se eu não tocar, é capaz de eu apanhar (risos). O grande lance desse show é dar oportunidade das pessoas pedirem músicas que mais gostam. E pode ser uma que tocamos poucas vezes”, diz João.
Por isso, ele dá a dica aos fãs: chamar os amigos para votar. “A gente vai até ensaiar para isso, porque tem música que não tocamos há muito tempo. E acho bem divertido”, comenta João Lemos. Depois do Pará, a banda segue para shows no Tocantins, Goiás e Minas Gerais, até a volta para São Paulo, onde tocam dentro da programação da “Semana Internacional de Música”, que reúne os principais produtores e realizadores de festivais do mundo, como o “Primavera Sound”, na Espanha. “Já participei com outra banda e achei o formato muito legal. É uma vitrine muito boa”, diz João Lemos.
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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