Agora que as letras já estão na ponta da língua, o disco finalmente será colocado para rodar o mundo. Hoje, às 20h30, Natália Matos leva ao palco do Teatro Margarida Schivasappa, o show de lançamento de “Não Sei Fazer Canção de Amor”. O álbum nasceu de uma safra de composições autorais, com o toque do produtor Léo Chermont (da banda Strobo), direção artística de Carlos Eduardo Miranda, e, principalmente, do financiamento coletivo dos fãs. O resultado foi um álbum pop, de pegada cosmopolita, e com letras que falam do amor e outros sentimentos que a rodeiam.
“Estou esperando que seja uma noite mágica, de um repertório do qual a gente já se apropriou e que tentaremos aproximar ao máximo do que está no álbum. Será um show para comemorar mesmo, com quem apostou no disco antes mesmo dele estar pronto”, afirma Natália.
Ela sobe ao palco ao lado de Léo Chermont, nas guitarras, Dan Bordallo, nos teclados e bass synth, Rafael Ramos (da banda sergipana The Baggios), nos teclados, e Bráulio Habib, na bateria e drum pad.
Do repertório do novo disco, destacam-se canções como “Vamos Embora”, parceria com o pernambucano Jam da Silva, que contou com uma participação especial de Pratagy na produção; “A Cura”, que traz letra da cantora e compositora paraense Ana Clara e melodia da própria Natália; além da faixa-título, uma das primeiras a ser composta. “Entre o primeiro (“Natália Matos”, 2014) e o segundo disco, eu vivi um processo de reclusão e de composição muito intensos, e vi que tinha uma leva de músicas novas, que então eu resolvi experimentar, pré-produzir junto com o Léo Chermont”, conta a artista.
O produtor abraçou o projeto sem ter nenhum apoio, com sessões no Casarão Floresta, estúdio de gravação no centro comercial de Belém, onde é sócio. Deram início às gravações, mas, ainda precisando de ajuda para realmente finalizar o trabalho, partiram para o financiamento coletivo. “Foram 45 dias de campanha, onde pude mostrar o repertório em alguns shows, e as pessoas puderam comprar antecipadamente o disco”, lembra a cantora.
Verve de compositora surge com nova força
Assinando nove de dez músicas, Natália se coloca muito mais como compositora que como cantora no novo trabalho. “E me assumir como compositora não foi assim tão simples, mas achei que foi o grande mote do trabalho. Nada me representaria melhor que as minhas próprias composições. E encontrei parceiros que vieram somar, o Dan Bordallo que toca quase todos os teclados, Sabbá Neto (violão de aço em “A Cura”), fora outros parceiros de composição”, comenta.
Todo o processo de construção do disco – que ainda traz as músicas “Roseado”, “Domingo”, “Sol”, “A Lágrima”, “Dá e Passa”, “Cama Grande” e “Nós” – levou mais de um ano, incluindo trabalhos dentro e fora do estúdio, como os diversos shows de experimentação desse repertório. “Me faz lembrar como algumas cantoras faziam seus discos, primeiro faziam vários shows com um repertório e então faziam um registro disso. E quis experimentar esse processo”, conta Natália, que chegou a mostrar o novo trabalho em Belém e São Paulo.
“Mas este show será diferente, vamos ter o cuidado de aproximar aos arranjos do disco, e acho que vai ser um show superbonito por isso. Muita gente comprou o disco antecipado. Ele não é só meu, mas de muita gente que acreditou nele”, afirma a artista.
Além disso, ela agradece a ajuda de bastidor com seu produtor e diretor artístico, que a ajudou a chegar a um disco “pop, mas sem ser óbvio”, define. Depois do lançamento em Belém, Natália parte para a estreia em Manaus, dia 25 de fevereiro, no Teatro Amazonas.
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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