Os brasileiros amam de maneira inquestionável muitos sucessos internacionais, sempre foi assim. Muitos balançam o corpo sem saber a tradução das canções de seus artistas preferidos em português, e talvez se surpreenderiam com a temática escolhida por artistas que por vezes são relacionados a tudo, menos religiosidade.
Alguns artistas gringos que durante boa parte das suas carreiras tiveram seus nomes relacionados com temas sexuais e agressivos, por exemplo, dedicaram canções lindas para falar sobre temas religiosos e Deus. Justin Bieber, por exemplo, faz parte (recentemente) de uma igreja evangélica e tem se dedicado atualmente a fazer canções sobre o divino.
Pensando nisso, o DOL selecionou cinco hits que talvez você tenha curtido muito, mesmo sem perceber que falavam de Deus. Veja:
Um dos riffs de guitarra mais grudentos do rock vem acompanhado de uma letra sobre uma figura messiânica recrutando discípulos.
"Eu sou o escolhido/ eu sou o único", canta Kravitz. "Mas o que eu realmente quero saber é / você vai seguir meu caminho?"
A música chegou ao cantor em um lampejo de inspiração - ele se lembra de rabiscar a letra, que reflete sua fé na vida real, em uma sacola de papel marrom.
Kravitz tem uma tatuagem nas costas que diz "Meu coração pertence a Jesus" e uma vez declarou que Cristo era "a melhor estrela do rock".
A diva da música disco Candi Staton gravou You Got The Love nos anos 80, depois de dar as costas à música secular e se dedicar à igreja.
Estranhamente, a música originalmente apareceu em um vídeo sobre o homem mais gordo do mundo e seu esforço para perder peso.
A canção só ficou famosa quando o The Source a remixou em 1991 - levando a letra, que diz "O amor do meu salvador é real" para as pistas de dança.
O sucesso da música levou Staton a reavaliar sua carreira.
"Foi uma música tão inspiradora que me permitiu repensar", disse ela ao The Guardian. "As pessoas na igreja costumavam me dizer que a música secular era a música do diabo - mas eu percebi que não era."
Há um forte tema espiritual percorrendo toda a carreira do grupo irlandês U2 - em um determinado momento, eles até consideraram abandonar a banda para se dedicar à igreja.
Como muitas de suas músicas são baseadas em ensinamentos bíblicos, algumas igrejas começaram a realizar o que batizaram de "U2Charist", em que trocam os hinos religiosos tradicionais pelas canções do grupo irlandês.
Sua música mais poderosa, narrativamente falando, é Until The End of The World(Até o fim do mundo), que é cantada a partir da perspectiva de Judas Iscariotes no Jardim do Getsêmani.
A música fala de quando Judas trai Jesus - ele combina com os guardas que aquele que beijaria seria Jesus. O ato, segundo a Bíblia, levaria Jesus à prisão e crucificação.
"Eu beijei seus lábios e parti seu coração", canta Bono/Judas. "Você estava agindo como se fosse o fim do mundo."
“Um tempo para nascer, um tempo para morrer / Um tempo para plantar, um tempo para colher / Um tempo para matar, um tempo para curar /Um tempo para rir, um tempo para chorar."
O hit de 1965 do grupo americano The Byrds é baseado, quase textualmente, no capítulo três do Livro de Eclesiastes da Bíblia, no qual o rei Salomão contempla o sentido da vida, Deus e a eternidade.
Foi "provavelmente a única vez em que uma música saída diretamente da Bíblia chegou ao primeiro lugar nas paradas", disse posteriormente o baixista Chris Hillman à Biblioteca do Congresso dos EUA. "Eu sei que Pete [Seeger, compositor] ficou com metade dos direitos autorais. Não sei se os herdeiros do rei Salomão receberam um centavo".
Hillman não era religioso no momento de escrever a canção - na verdade, ele disse que as letras eram quase "irônicas" -, mas, depois, se converteu ao cristianismo.
Com um som de órgão ao fundo, a música começa com Prince fazendo um sermão - mas muitas pessoas perderam a mensagem religiosa de Let's Go Crazyem meio às letras sobre sexo e "bananas roxas" (não pergunte) do cantor.
A canção é um apelo para aproveitar ao máximo a vida sem sucumbir às tentações do diabo, que está tentando "nos derrubar".
Para aqueles que estão no caminho da justiça, a recompensa é o outro mundo: "Um mundo de felicidade sem fim [onde] você pode sempre ver o sol, o dia ou a noite".
Prince gravou músicas que eram mais explicitamente religiosas (incluindo o álbum conceitual The Rainbow Children, baseado em temas da religião que abraçou no fim da vida, a Testemunhas de Jeová), mas ele nunca fez a fé parecer tão divertida novamente.
(Fonte: BBC)
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