Ela foi a primeira grande artista do samba que Arthur conheceu, quando ainda era um músico gravando suas primeiras composições, no Rio de Janeiro. Sandra de Sá o acolheu de bom grado como uma promessa para a música, produziu uma de suas composições, tempos depois, gravou outra. A amizade que já rende boas histórias agora vai para o palco do projeto “Sexta Sesi do Samba”, que o paraense apresenta mensalmente no Teatro do Sesi. Em formato de talk show, ele convida sambistas nacionais para contar histórias e cantar junto. “Eu conheci a Sandra em 2006, logo que cheguei ao Rio de
Janeiro, eu tinha 21 anos. Veio com toda a equipe, banda dela, para fazer a produção de ‘Enquanto Meu Olhar Brilhar’. Foi uma troca de experiência maravilhosa e o início de toda uma história. Foi a minha primeira vez cantando como Arthur Espíndola”, conta o paraense. E garante, não faltará assunto nem boa música ao lado de sua convidada. “Ela gosta de contar história, tem essa atmosfera bacana, de fazer a gente se sentir à vontade”.
Sandra de Sá faz uma conexão muito forte da música brasileira com a Black Music e o samba. Segundo Espíndola, ela com certeza não vai sair de Belém sem dar “uma palhinha” de alguns de seus grandes sucessos. “Como este show é de samba, prioritariamente, vamos falar de samba. Será uma bela oportunidade para o público conhecer ou relembrar o lado sambista da Sandra”. O que é possível conferir em sucessos que ela gravou, como “Enredo do Meu Samba”, de dona Ivone Lara e Jorge Aragão.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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