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Maranhão tem registros de fósseis preservados

Muito eficientes para apontar a idade das rochas e realidade do ambiente em que determinados animais viviam, os microfósseis também são importantes fontes de informação para as pesquisas paleontológicas, podendo ser desde conchas, espículas, esqueletos de

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Muito eficientes para apontar a idade das rochas e realidade do ambiente em que determinados animais viviam, os microfósseis também são importantes fontes de informação para as pesquisas paleontológicas, podendo ser desde conchas, espículas, esqueletos de organismos unicelulares ou parte reprodutiva das plantas.

Curadora do acervo de paleontologia do MPEG, professora do Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica da Universidade Federal do Pará (UFPA) e pesquisadora na linha de micropaleontologia, Maria Inês Feijó Ramos, explica que os microfósseis são partes mineralizadas de animais e plantas que se preservam, mas que não são visíveis à olho nu, e sim através de lupas e microscópios.

“São chamados assim mais pelo tamanho porque são qualquer vestígio também que tenha dentro de uma faixa de milímetros e até micrômetros desde restos de plantas até animais também”, aponta a pesquisadora, ao destacar que o processo também é bastante detalhado no caso da micropaleontologia.

No momento da identificação de outros fósseis, podem ser encontrados também esses microfósseis que podem auxiliar e confirmar hipóteses, juntamente com os estudos de rocha, sobre o ambiente vivenciado na época pelo animal.

Por serem mais restritos a alguns ambientes, os microfósseis podem informar, por exemplo, se existiu mar, lagos ou lagunas, por exemplo, naquele local, no passado ou se foi originado por um ambiente anterior. O fato de serem pequenos e se preservarem por inteiro dentro do sedimento, faz com que os microfósseis sejam excelentes para datarem a idade da rocha.

REGIÃO AMAZÔNICA

A partir das características históricas e das próprias condições climáticas observadas e estudadas ao longo do tempo, é possível inferir, inclusive, as causas do Estado do Pará não possuir registros de fósseis de dinossauros até o momento.

“Não temos registro no Pará de dinossauros porque em geral esse período foi erodido. Se não temos o registro da rocha, não temos os achados”, aponta Maria Inês.

“Isso é ocasionado, na verdade, pelo contexto histórico mesmo. Esse período foi em um período mais seco em que a rocha ficou exposta, erodida e desgastada”.

MARANHÃO

Dos Estados que compõe a Amazônia Legal, o Maranhão possui registro de fósseis de dinossauros. Um dos achados ocorridos no ano 2000, inclusive, está no Pará e compõe o acervo paleontológico do Museu Emílio Goeldi.

“Os vestígios de dinossauros encontrados mais próximos da gente são do Maranhão. No Maranhão muitas das rochas que afloram são do Cretáceo, então são elas que estão contando parte dessa história na América do Sul”, explica a pesquisadora Heloísa Moraes.

“Aqui temos um bloco que foi coletado no Maranhão no segundo semestre de 2000. Foram encontrados dentes de um carnívoro que foi identificado como do gênero Carcharodontosaurus”.

Detentores do interesse popular muito em decorrência de livros e filmes que tentam reconstruir suas formas e hábitos, os dinossauros serão os protagonistas de mais uma promoção do DIÁRIO que conta com o patrocínio da Claro e da Hapvida.

(Diário do Pará)

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