plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 23°
cotação atual R$


home
PROMOÇÕES

Os "Jurássico Cards" estão chegando

Como um recado deixado no tempo para que os povos futuros tenham condições de compreender as formas de vida passadas, os vestígios incrustados por entre os sedimentos das rochas são o caminho para que pesquisadores indiquem os hábitos, o ambiente e, conse

twitter Google News

Como um recado deixado no tempo para que os povos futuros tenham condições de compreender as formas de vida passadas, os vestígios incrustados por entre os sedimentos das rochas são o caminho para que pesquisadores indiquem os hábitos, o ambiente e, consequentemente, a história evolutiva dos seres vivos.

A preservação de materiais biológicos até os dias atuais possibilita descobertas como as que proporcionaram o conhecimento da existência dos dinossauros, animais exuberantes que apareceram na Terra há cerca de 230 milhões de anos e que serão tema da promoção “Jurássico Cards”, que começa no próximo dia 5 de julho pelo DIÁRIO.

Pesquisadora da linha de animais vertebrados do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), a paleontóloga Heloísa Maria Moraes dos Santos explica que a fossilização é quase uma questão de sorte, se consideradas as intempéries que podem fazer com que esse material se perca ao longo do tempo.

“A paleontologia é aquela ciência que estuda os restos e vestígios dos seres que viveram em eras geológicas passadas, a partir de qualquer evidência que se preserve nas rochas”, conceitua.

“A fossilização já é uma coisa de ‘sorte’ porque o animal ou planta deve ser soterrado naquele ambiente que tenha as rochas propícias pra isso. Tem um determinado tipo de rocha - as rochas sedimentares - que são propícias para o processo de fossilização”.

Contando com a presença do tipo específico de rocha, a morte de um animal em um ambiente em que seus restos são rapidamente soterrados pelos sedimentos de rocha pode proporcionar que, anos mais tarde, seus ossos e até órgãos – apesar de mais raros – sejam encontrados e estudados por pesquisadores. Possibilidade que também é condicionada aos processos sofridos pelas rochas que contenham o material biológico, como a ação do vento e da água.

Vencidas tais condições que independem da ação do homem, a partir da análise e comparação de ossos, dentes e até mesmo de vestígios como pegadas encontradas nas rochas, é possível inferir não apenas que tipo de animal é aquele encontrado, como também o que ele costumava comer e até o tipo de ambiente em que ele vivia. “Essa identificação se dá através de comparação. Você vai estudar as características morfológicas que nós dispomos ali e comparar”, explica Heloísa.

“Como nós temos muitos representantes ainda de diversos grupos de plantas e animais, nós temos a possibilidade de fazer a comparação de uma forma mais direta no caso, por exemplo, de uma preguiça gigante de algum tempo atrás com uma preguiça atual. Nesse caso você percebe bem as semelhanças, o que é diferente no caso de um dinossauro”.

No caso dos dinossauros, Heloísa explica que essa comparação é um pouco mais complicada. Porém, o conhecimento desenvolvido justamente a partir dos estudos paleontológicos são capazes de buscar informações acerca da origem e da evolução dos grupos.

Já identificados ao longo da história, restos e vestígios da presença de dinossauros na Terra possibilitou que, mesmo após eles terem sido extintos há 65 milhões de anos, se tenha um conhecimento um pouco maior sobre esses animais que causam grande impacto principalmente pela anatomia esquisita e, em alguns casos, pelo tamanho.

“No caso dos dinossauros, como de outro grupo de animais, os dentes nos informam os hábitos alimentares, de modo que pelos tipos de dentes conseguimos dizer se eram carnívoros ou herbívoros. Os herbívoros têm dentes diferentes dos carnívoros. Essa é uma inferência que você pode fazer”, exemplifica a pesquisadora.

“Dos dinossauros que nós conhecemos até hoje, todos têm sido encontrados em ambiente terrestre e não em ambiente aquático. Então não se conhece nenhum deles vivendo e tendo hábitos estritamente aquáticos. Contudo, estudos mais recentes informam que os espinossauros (conhecidos do Cretáceo da África e nordeste do Brasil) tinham hábitos semi-aquáticos. Uns maiores, outros menores... nós conhecemos muito os de grande porte que são realmente aqueles que causam grande impacto”.

ACERVO

Apesar de não existirem registros de fósseis de dinossauros no Pará, o acervo do Museu Paraense Emílio Goeldi conta com um dente de dinossauro do gênero Carcharodontosaurus, que foram encontrados no Maranhão no ano 2000.

Desenvolvendo pesquisas na área da paleontologia, o acervo do museu também possui fósseis diversos como de mamíferos, répteis, de plantas. Dentre os fósseis que chamam a atenção está o de uma preguiça gigante, encontrada em Itaituba no ano de 2001.

PALEONTOLOGIA

A paleontologia é um curso de especialização que pode ser cursado por pessoas com graduação em geologia, em biologia ou até mesmo em geografia e outras áreas afins como a oceanografia. O Estado do Pará disponibiliza pós-graduação na área.

ETAPAS

O estudo paleontológico tem uma série de etapas. Primeiro é iniciado o trabalho de campo onde são feitos os achados, as coletas e onde se pega todas as informações que tem disponíveis no momento da coleta, como o local de coleta, as condições, o tipo de sedimento, o registro das camadas de rocha, a espessura das camadas de rocha, etc. Somente após esse primeiro estudo é que o fóssil é removido.

No laboratório é feito o processo de preparação da amostra que depende de cada tipo de fóssil e de cada rocha, para que depois sejam feitas imagens e estudos em detalhes para identificação. No caso dos animais vertebrados, esse processo de retirada do fóssil da rocha pode levar até anos, já que é necessário muito cuidado para não quebrar o fóssil durante o processo.

LEIA MAIS:

Maranhão tem registros de fósseis preservados

Serviço

A partir do dia 5 de julho, a promoção "Jurássico Cards" levará aos leitores 25 cards dos mais incríveis e aterrorizantes dinossauros. Combinados com os cards, o jornal também apresentará reportagens diárias que abordarão as características de cada espécie.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Promoções

    Leia mais notícias de Promoções. Clique aqui!