Os livros de colorir, um verdadeiro fenômeno mundial, conquistaram o Brasil, vendendo milhões de exemplares, enchendo estantes de livrarias e esvaziando estoques de lápis de cor em papelarias. Agora, essa mais recente febre do mercado editorial nacional chega ao DIÁRIO DO PARÁ. Amanhã (25), num projeto do DIÁRIO, com o patrocínio da Claro e do Boulevard Shopping, o jornal chegará às bancas com um presente aos seus leitores: o livro “Círio em Todas as Cores”.
Serão 24 páginas, em papel de qualidade especial, com ilustrações que remetem à maior festa religiosa do mundo e um dos maiores eventos do País: o Círio de Nazaré. E o leitor não precisará pagar nada mais por isso. “O livro é um presente do DIÁRIO ao nosso leitor, que nos acompanha durante todo o ano e merece um belo produto, unindo cultura e fé”, diz o diretor-presidente do DIÁRIO DO PARÁ, Jader Barbalho Filho.
AMIGOS
Para oferecer ao público um trabalho de qualidade, foram convidados três jovens e talentosos artistas, que ficaram responsáveis pela produção das ilustrações do livro “Círio em Todas as Cores”. O trio é formado por Filipe Almeida, 27 anos, Leandro Bender, 29, e Rodrigo Cantalício, 28, que foram convidados a fazer parte do projeto pelo diretor de Redação do DIÁRIO, o jornalista Klester Cavalcanti. “A ideia é unir duas características muito fortes do povo paraense: a religiosidade do Círio e a riqueza cultural”, diz o executivo. E nada melhor do que o Círio para inserir de vez o paraense nesse movimento dos livros de colorir.
Ilustração de Filipe Almeida.
Filipe, Leandro e Rodrigo são grandes amigos e logo aceitaram o desafio de homenagear Nossa Senhora de Nazaré e presentear os leitores paraenses. Eles dividiram o trabalho em cinco temáticas: romaria, círio fluvial, trasladação, cultura popular e manto. Cada um contribuiu com desenhos para os temas escolhidos. “Todo ano, eu faço ilustrações para o Círio. Mas nunca tinha feito um livro para colorir”, conta Filipe. “Achei a ideia muito interessante. Os desenhos ficaram bem detalhados, o que favoreceu muito a minha técnica”, comenta ele.
Ilustração de Leandro Bender.
Leandro, por sua vez, já tinha trabalhado com livros para colorir e destaca como principal diferença o menor uso de sombras e de luz e a falta de preenchimentos, justamente para permitir a pintura do leitor. Para fazer as ilustrações, ele, que é paraense, mas há 4 anos mora em São Paulo, investiu cerca de 30 horas de trabalho somando o tempo de leitura e pesquisa com a criação dos rascunhos, até passar para o papel e finalizar no computador. Leandro não veio ao Círio este ano, mas, por ser católico, diz ter muitas experiências e memórias da procissão, o que o ajudou a pensar nas formas e desenhos.

Ilustração de Rodrigo Cantalício.
(Arthur Medeiros/Diário do Pará)
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