Com o Parazão parado e sem a confirmação de seu término ou não, devido à pandemia do Covid-19, a diretoria do Paysandu está cada vez mais preocupada com a situação, visto que o clube vai ter de seguir chorando com o pagamento de salários de seu elenco e dos funcionários.
Papão: Tony está entre a vontade de jogar e a preocupação com a qualidade
O presidente Ricardo Gluck Paul já descartou a ideia
adotada pelo Vila Nova-GO, que está vendendo ingressos antecipados dos jogos de
seu time no Goianão, que, assim como o Parazão e os demais Estaduais, estão
suspensos. A ideia de redução dos salários dos jogadores já começa a ganhar
corpo dentro da Curuzu, segundo uma fonte.
A redução
salarial dos atletas e membros da comissão técnica serviria para suavizar os
gastos do clube, que só com esse quesito paga cerca de R$ 500 mil. No futebol
do Ceará, a redução dos salários já foi colocada em prática, com os principais
clubes do estado, no caso Ceará-CE e Fortaleza-CE, tendo negociado a redução
com os atletas. A mesma coisa já aconteceu em outros estados. Segundo uma fonte
bicolor, a ideia deverá ser colocada em execução no Papão em breve, visto que o
clube não tem como seguir bancando a atual folha sem ter de onde tirar
dinheiro.
A proposta
de redução de salários poderá, como efeito colateral, provocar a saída de
alguns jogadores do clube. O lateral-esquerdo Bruno Collaço, por exemplo, já
fala em trocar de clube. O jogador afirma ter proposta de uma equipe da Série B
do Brasileiro. Ele não revelou o nome da equipe, mas garantiu ter sido
procurado para iniciar negociações. Assim como o defensor, outros atletas do
Papão poderão seguir o mesmo caminho. O pagamento dos distratos, segundo
explicou a fonte, seria pago no futuro.
Procurado
ontem pela reportagem para falar sobre o tema, o presidente Ricardo Gluck Paul,
que esteve em uma reunião na Federação Paraense de Futebol (FPF), que acabou
não decidindo nada sobre a continuidade do Parazão, não foi localizado. Em
contato anterior com o DIÁRIO, o dirigente já havia afirmado que “a situação
está ficando cada vez mais insustentável.” A liberação de R$ 200 mil pela
Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no começo da semana, serve apenas
para amenizar a situação, sem resolvê-la, conforme salientou Gluck Paul.
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