A Copa do Mundo encerra com a grande final e com ela, também termina um ciclo polêmico que resultou em prisões, escândalos e uma nova era para a FIFA.
A decisão do Mundial entre Argentina X França, neste domingo (18), encerra um ciclo de 12 anos que resultou na saída de dirigentes envolvidos em corrupção quanto a escolha do Catar, como país sede desta Copa. As informações são do Terra.
Tudo teve origem em novembro de 2010, quando a FIFA escolheu o Catar como sede do Mundial de 2022 e não os EUA, tido como favorito a receber a Copa. Naquela altura, o então presidente Joseph Blatter foi acusado de um esquema de corrupção para beneficiar o país do Oriente Médio.
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Cinco anos depois, a operação “FIFAGATE” tem inicio e causa um efeito dominó no futebol mundial: Blatter renuncia ao cargo e confessa que recebeu propina de quase R$ 5 bilhões para o Catar receber a Copa e junto com ele, outros dirigentes foram envolvidos no processo.
Michel Platini, dirigente francês não suportou a pressão e também foi banido do cargo que exercia na FIFA. A operação teve efeitos imediatos na América do Sul, envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com a prisão de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, após Ricardo Teixeira ser banido do esporte, também sob acusação de corrupção.
A FIFA teve então um novo presidente: Gianni Infantino, que recuperou a credibilidade da entidade e soube gerir crises, como as mortes de milhares de operários e a manifestação contrária ao movimento LGBTQIA+ durante a Copa em um país que proíbe tais manifestos.
Para um novo ciclo de Copa, a FIFA e o futebol esperam ventos mais tranquilos para daqui a três anos e meio, um novo momento, uma nova Copa e com um novo formato, com 48 seleções unidas para a festa do esporte que terá pela primeira vez, três países sedes: Canadá, EUA e México.
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