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OPINIÃO E ANÁLISE

Talentos da Rádio Clube apontam erros do Brasil e cobram Endrick contra o Haiti

Atacante foi citado na maioria das escalações ideais da Seleção Brasileira e simboliza a busca por renovação após empate na estreia da Copa do Mundo.

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Imagem ilustrativa da notícia Talentos da Rádio Clube apontam erros do Brasil e cobram Endrick contra o Haiti camera Endrick foi o nome mais lembrado pelos profissionais da Rádio Clube do Pará para assumir uma vaga entre os titulares da Seleção Brasileira contra o Haiti após a estreia abaixo das expectativas na Copa do Mundo. | Rafael Ribeiro/CBF

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo deixou mais perguntas do que respostas. O empate diante de Marrocos, em uma atuação considerada abaixo das expectativas, acendeu o sinal de alerta entre torcedores e especialistas. Embora o resultado tenha evitado uma derrota logo na primeira rodada, o desempenho da equipe de Carlo Ancelotti gerou críticas sobre a falta de identidade tática, a baixa criatividade ofensiva e a dificuldade de impor seu jogo diante de um adversário organizado.

Com a segunda rodada se aproximando, o confronto contra o Haiti surge como uma oportunidade para o Brasil corrigir erros, recuperar confiança e mostrar evolução. Para entender o que faltou na estreia e o que pode mudar daqui para frente, a reportagem do DOL ouviu narradores e comentaristas da Rádio Clube do Pará.

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CONSENSO EM TORNO DE ENDRICK

Se houve um nome capaz de unir praticamente todas as análises dos profissionais da Rádio Clube do Pará, esse nome foi Endrick. O jovem atacante apareceu em quatro das cinco escalações sugeridas para o confronto contra o Haiti e foi apontado como uma alternativa para aumentar a mobilidade e o poder de decisão do setor ofensivo.

Para Gilmar Pretti, o centroavante merece uma oportunidade após as atuações pouco convincentes de Igor Thiago, enquanto Carlos Castilho, Liane Coelho e Gerson Nogueira também o colocaram entre os titulares. O consenso entre os comentaristas e narradores é que a Seleção precisa de novas soluções no ataque, e Endrick surge como uma das principais apostas para dar mais agressividade, velocidade e capacidade de finalização à equipe de Carlo Ancelotti.

ESCALAÇÃO QUESTIONADA E MEIO-CAMPO SOB CRÍTICAS

Para o comentarista Carlos Castilho, os problemas começaram antes mesmo da bola rolar. Na avaliação dele, a escalação escolhida por Carlo Ancelotti teve papel decisivo no desempenho abaixo do esperado. Segundo Castilho, a constante mudança de formação dificulta a criação de um padrão de jogo. Ele também criticou a qualidade apresentada por alguns jogadores do meio-campo e das alas, citando especificamente Casemiro e Lucas Paquetá como atletas que, em sua opinião, sequer deveriam ter sido convocados.

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Para enfrentar o Haiti, sua formação ideal teria Weverton no gol; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alexsandro na defesa; Fabinho, Bruno Guimarães e Danilo no meio-campo; além de Raphinha, Endrick e Vinícius Júnior no setor ofensivo.

FALTA DE CRIATIVIDADE E PROTAGONISMO PREOCUPAM

Diretor da equipe de esportes da Rádio Clube do Pará, Guilherme Guerreiro avaliou que a Seleção Brasileira apresentou pouca criatividade e perdeu o protagonismo diante de Marrocos na estreia da Copa do Mundo.
📷 Diretor da equipe de esportes da Rádio Clube do Pará, Guilherme Guerreiro avaliou que a Seleção Brasileira apresentou pouca criatividade e perdeu o protagonismo diante de Marrocos na estreia da Copa do Mundo. |Celso Rodrigues/Diário do Pará

O diretor da equipe de esportes da Rádio Clube, Guilherme Guerreiro, considera que a Seleção Brasileira foi dominada por Marrocos durante boa parte da partida, especialmente nos primeiros 30 minutos. Na análise dele, o Brasil apresentou pouca criatividade, ausência de estratégia e incapacidade de assumir o protagonismo do jogo. Guerreiro destacou que até mesmo os jogadores mais talentosos da equipe estiveram muito abaixo do que normalmente produzem. Para o narrador, o empate surgiu em um momento isolado de inspiração individual de Vinícius Júnior, mas não foi suficiente para esconder os problemas coletivos. "O meio-campo esteve perdido e o ataque praticamente não funcionou", resumiu.

Pensando no duelo contra o Haiti, Guerreiro acredita que Ancelotti precisa promover mudanças tanto de postura quanto de peças. Entre as possibilidades, ele cita a entrada de Matheus Cunha como referência ofensiva e até mesmo uma eventual saída de Casemiro após a atuação considerada insatisfatória. Apesar de enxergar amplo favoritismo brasileiro, ele faz um alerta. Para Guerreiro, a tradição da camisa não garante vitórias em uma Copa do Mundo. "Jogo se ganha jogando. Se achar que vai vencer apenas pelo peso da camisa, pode acabar se complicando", avaliou.

ESPAÇAMENTO ENTRE SETORES E FALTA DE CRIAÇÃO ENTRA NA MIRA

O comentarista Gerson Nogueira atribui boa parte das dificuldades da Seleção Brasileira na estreia à falta de compactação entre os setores da equipe. Na avaliação dele, o Brasil encontrou enormes dificuldades diante de um adversário mais organizado coletivamente. "O time brasileiro atuou excessivamente espaçado entre os setores, contra uma equipe entrosada e que pratica um aplicado sistema de aproximação", analisou. Para Gerson, essa característica foi determinante para os 30 minutos iniciais de pressão exercida por Marrocos, período em que a equipe comandada por Carlo Ancelotti teve dificuldades para controlar o jogo.

Além dos problemas de posicionamento, o comentarista destacou a ausência de um articulador no meio-campo e o desempenho abaixo do esperado de alguns dos principais nomes da equipe. Segundo ele, jogadores como Casemiro, Raphinha e Gabriel Magalhães ficaram aquém do que podem render. Para a partida contra o Haiti, Gerson sugere uma formação no esquema 3-5-2, com Alisson; Danilo, Gabriel Magalhães e Marquinhos; Luiz Henrique, Danilo Santos, Fabinho, Matheus Cunha e Douglas Santos; além de Endrick e Vinícius Júnior no ataque. Entre as opções para o banco de reservas, ele destaca Weverton, Bremer, Bruno Guimarães, Rayan e Martinelli.

TRABALHO COLETIVO AINDA É O PRINCIPAL DESAFIO

A comentarista Liane Coelho apontou falhas no trabalho coletivo da Seleção e destacou a excessiva dependência das jogadas individuais de Vinícius Júnior.
📷 A comentarista Liane Coelho apontou falhas no trabalho coletivo da Seleção e destacou a excessiva dependência das jogadas individuais de Vinícius Júnior. |Reprodução/Instagram - Liane Coelho

A comentarista Liane Coelho também identificou dificuldades na construção coletiva da equipe. Para ela, o Brasil segue excessivamente dependente das jogadas individuais, principalmente de Vinícius Júnior. Segundo Liane, a marcação brasileira apresentou falhas importantes diante de Marrocos, permitindo que os africanos superassem a pressão com facilidade e criassem contra-ataques perigosos.

Ela ainda destacou que jogadores experientes tiveram rendimento abaixo do esperado e observou que algumas mudanças poderiam ter sido feitas durante a partida para alterar o cenário do confronto. Ao mesmo tempo, a comentarista ressaltou que muitos subestimaram a força da seleção marroquina. "Marrocos está há mais de 20 partidas sem perder, foi quarto colocado na última Copa do Mundo e já havia vencido o Brasil em amistoso", lembrou.

Sua escalação ideal para a próxima rodada conta com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Fabinho e Bruno Guimarães; Rayan, Raphinha, Endrick e Vinícius Júnior.

FALTA DE ENTROSAMENTO COMO RAIZ DOS PROBLEMAS

O narrador Valmir Rodrigues atribuiu as dificuldades do Brasil à falta de entrosamento e de uma identidade de jogo definida, cobrando maior organização da equipe de Carlo Ancelotti.
📷 O narrador Valmir Rodrigues atribuiu as dificuldades do Brasil à falta de entrosamento e de uma identidade de jogo definida, cobrando maior organização da equipe de Carlo Ancelotti. |Reprodução/Instagram - Valmir Rodrigues

Para o narrador Valmir Rodrigues, a principal deficiência brasileira foi a ausência de entrosamento e de uma definição clara de modelo de jogo. Ele acredita que a perda de jogadores importantes antes do Mundial comprometeu os planos de Ancelotti, especialmente no setor direito, onde o treinador esperava contar com características específicas de mobilidade e profundidade. Valmir também demonstrou preocupação com a indefinição de funções de alguns atletas. Na sua visão, ainda não está claro como determinados jogadores devem atuar dentro da estrutura da equipe. "O Brasil precisa ter começo, meio e fim. Isso não aconteceu na estreia", afirmou.

O narrador entende que Casemiro vive um momento de questionamentos e que Lucas Paquetá ainda não possui uma função claramente estabelecida na equipe. Além disso, considera que Vinícius Júnior foi o jogador que mais tentou produzir ofensivamente, embora também tenha ficado distante do seu melhor nível.

MUDANÇAS PODEM ACONTECER CONTRA O HAITI

Pensando na próxima rodada, Valmir acredita que alterações serão inevitáveis. Entre os nomes que poderiam ganhar espaço estão Luiz Henrique e Matheus Cunha. O narrador vê Luiz Henrique como um jogador capaz de quebrar linhas, atuar com mais liberdade e agregar criatividade ao ataque brasileiro. Inclusive, aposta que o atleta pode terminar a competição como titular.

Apesar das críticas, Valmir evita apontar uma escalação definitiva. Para ele, o momento da Seleção é marcado pela falta de confiança coletiva e individual. "Poucos jogadores conseguem transmitir segurança atualmente. É um grupo limitado que vai precisar encontrar força no conjunto", concluiu.

DEFESA VULNERÁVEL E OPORTUNIDADE PARA ENDRICK

Para o narrador Gilmar Pretti, a atuação brasileira expôs problemas defensivos, rendimento abaixo do esperado de jogadores experientes e a necessidade de ajustes táticos para a sequência do Mundial.
📷 Para o narrador Gilmar Pretti, a atuação brasileira expôs problemas defensivos, rendimento abaixo do esperado de jogadores experientes e a necessidade de ajustes táticos para a sequência do Mundial. |Reprodução/Instagram - Gilmar Pretti

Para o narrador Gilmar Pretti, a atuação da Seleção Brasileira diante de Marrocos expôs fragilidades em praticamente todos os setores do campo, começando pelo sistema defensivo. "Observei alguns problemas preocupantes na estreia do Brasil, começando pela defesa", afirmou. Na avaliação dele, a lateral direita sofreu com a atuação insegura de Ibanez, que teria cometido erros de marcação e aberto espaços para os contra-ataques marroquinos. Pretti também apontou uma atuação abaixo do esperado de Gabriel Magalhães, especialmente no lance do gol sofrido. O narrador ainda levantou dúvidas sobre Alisson, observando que, apesar de não ter falhado no gol, o goleiro chega à terceira Copa do Mundo sem protagonizar grandes defesas e poderia dar lugar a outro nome na equipe.

No meio-campo e no ataque, Gilmar destacou a boa atuação de Bruno Guimarães, mas avaliou que Casemiro ficou distante do nível que já apresentou em outros momentos da carreira, enquanto Danilo Santos e Fabinho surgem como opções para ganhar espaço. Ele também criticou o desempenho de Lucas Paquetá e Igor Thiago. "Paquetá, para mim, não pode ser titular nesse time", disse, ao analisar as dificuldades do meia no esquema utilizado por Carlo Ancelotti. Já sobre o centroavante, afirmou que "tem decepcionado muito" e defendeu uma oportunidade para Endrick.

Para o próximo compromisso, Pretti sugere a adoção de um 4-3-3, que considera mais adequado ao futebol atual, escalando Weverton; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Bruno Guimarães, Danilo Santos e Matheus Cunha; Luiz Henrique, Vinícius Júnior e Endrick.

HAITI VIRA TESTE PARA A SELEÇÃO BRASILEIRA

Após uma estreia marcada por críticas e dúvidas, a Seleção Brasileira chega à segunda rodada pressionada a apresentar evolução. Se há consenso entre os profissionais da Rádio Clube do Pará, ele passa pela necessidade de um futebol mais organizado, criativo e competitivo.

Diante de um Haiti teoricamente inferior tecnicamente, o Brasil terá a chance de transformar cobranças em respostas e mostrar que o empate contra Marrocos foi apenas um tropeço de início de caminhada no Mundial.

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