Lionel Messi voltará ao MetLife Stadium, em Nova Jersey, para disputar a final da Copa do Mundo de 2026 diante da Espanha. O mesmo estádio onde tentará conquistar o bicampeonato mundial foi palco, há 10 anos, de um dos momentos mais dramáticos da trajetória com a camisa da Argentina.
Em 26 de junho de 2016, o camisa 10 desperdiçou uma cobrança de pênalti na decisão da Copa América Centenário contra o Chile. Após mais um vice-campeonato, o quarto consecutivo em finais pela seleção principal, o astro surpreendeu o mundo ao anunciar que não defenderia mais a Albiceleste.
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"Acabou a seleção para mim. Já tentei muito. São quatro finais perdidas, não é para mim. É uma decisão tomada. É para o bem de todos, por mim e por muita gente que deseja isso. Muitos desejam isso e não se conformam, assim como nós também não nos conformamos com chegar à final e não ganhar", destacou.
A declaração provocou uma mobilização sem precedentes na Argentina. Torcedores, dirigentes, ex-jogadores e companheiros fizeram campanha pelo retorno do capitão. Pouco mais de um mês depois, Messi voltou atrás e decidiu seguir vestindo a camisa da seleção, decisão que mudaria definitivamente a história.
Ainda sem títulos pela seleção, em 2019, após ser expulso na disputa do terceiro lugar da Copa América, contra o Chile, na Arena Corinthians, outro episódio marcou o "choro" de Messi com a Argentina. Ele recusou subir ao pódio para receber a medalha de bronze e fez duras críticas à organização do torneio.
"Não fui à premiação porque nós não temos de ser parte desta corrupção. Nos faltaram com respeito durante toda a Copa. Não nos deixaram chegar à final", disse.
Na mesma ocasião, antes da decisão entre Brasil e Peru, o craque voltou a levantar suspeitas sobre a condução da competição.
"Brasil campeão? Creio que não haja dúvida. Lamentavelmente creio que está armada para o Brasil. Tomara que os árbitros e o VAR não interfiram e que o Peru possa competir, porque tem time pra isso. Mas vai ser difícil. A verdade tem que ser dita, eu vou tranquilo, com a cabeça em pé e orgulhoso desse grupo em crescimento. Quero que respeitem esse grupo, ele tem muito o que dar", disparou.
Desde então, a trajetória de Messi deu uma guinada histórica. O argentino conquistou a Copa América de 2021, liderou a equipe ao tricampeonato mundial em 2022 e ainda levantou outra Copa América em 2024. Agora, aos 39 anos, retorna ao estádio onde viveu a maior frustração para tentar escrever o capítulo mais simbólico da carreira.
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