A escalação da seleção brasileira para esta terça (13), às 21h, contra o Peru, pela segunda rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo do Qatar, será revelada apenas horas antes de a bola rolar no estádio Nacional de Lima. O técnico Tite diz que já definiu os 11 titulares e a base será a mesma que goleou a Bolívia na sexta-feira (9), mas preferiu não formar o time em entrevista coletiva realizada nesta segunda (12), em São Paulo.
“Temos uma série de atletas de alto nível. A escalação já está montada, os atletas sabem desde ontem. As ideias permanecem, mas não quero municiar o Gareca [Ricardo, técnico da seleção peruana]. Quando tu troca característica de um atleta já traz uma diversidade”, disse Tite, indicando que a equipe provavelmente terá mudanças para o próximo compromisso.
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Brasil e Peru se enfrentaram em setembro do ano passado. Créditos: Lucas Figueiredo/CBF
Weverton; Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Renan Lodi; Casemiro e Douglas Luiz; Éverton Cebolinha, Philippe Coutinho e Neymar; Roberto Firmino foi a escalação contra a Bolívia. Tite fez cinco alterações na ocasião, com as entradas de Felipe (no lugar de Thiago Silva), Alex Telles (Renan Lodi), Everton Ribeiro (Philippe Coutinho), Rodrygo (Cebolinha) e Richarlison (Firmino).
Cléber Xavier, auxiliar técnico da seleção, também participou da conversa com jornalistas e explicou a estratégia para enfrentar o Peru: “Entramos para esse jogo conhecendo o Peru de dois enfrentamentos na Copa América, amistoso e também as Eliminatórias passadas. E conhecendo trabalhamos em cima de nossa estratégia ofensiva e também de trancar o adversário. O Gareca é um treinador há cinco anos na seleção fazendo um belo trabalho, mas estamos preparados.”
Tite completou. “É um grau de dificuldade superior ao que enfrentamos [contra a Bolívia], mas estou pensando em repetir desempenho, que a seleção jogue muito, mas tem que ser dura, dificuldade ao adversário ao máximo, se possível não tomar gol e traduzir isso em vitória.”
CAPITÃO
Sem Daniel Alves, convocado pelo baixo número de jogos pelo São Paulo desde que se recuperou de uma fratura no braço direito, o técnico Tite instituiu novamente o rodízio na braçadeira de capitão da seleção brasileira. Depois de Casemiro ter a função na goleada por 5 a 0 sobre a Bolívia, nesta terça será a vez de Thiago Silva.
O zagueiro de 36 anos, que hoje defende o Chelsea, fará sua 91ª partida pela seleção, em 123 convocações desde junho de 2008.
Neymar foi o capitão da seleção brasileira na Copa do Mundo da Rússia e nos seis amistosos após a competição, como forma de demonstração de confiança após longo rodízio da faixa, mas perdeu o privilégio em maio do ano passado, antes da Copa América, quando agrediu um torcedor na final da Copa da França. Daniel Alves foi quem ergueu a taça e seguiu como capitão depois, exceto em dois amistosos que não jogou e Casemiro foi nomeado.
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