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Após atos de racismo, Brusque-SC perde patrocinador

O meia Celsinho, do Londrina, foi chamado de "macaco" por um dirigente da equipe Quadricolor; Em nota, clube catarinense ainda disse que o meia se diz "perseguido"

terça-feira, 31/08/2021, 23:16 - Atualizado em 31/08/2021, 23:16 - Autor: FOLHAPRESS


Brusque já sente no bolso após atos de racismo.
Brusque já sente no bolso após atos de racismo. | Lucas Gabriel Cardoso/Brusque FC

Dois dias após as acusações de racismo feitas pelo jogador Celsinho, do Londrina, o Brusque sentiu o primeiro impacto financeiro do episódio. Na tarde desta terça-feira (31), a empresa Barba de Respeito, uma das patrocinadoras do time de Santa Catarina, anunciou a suspensão dos pagamentos.

Em nota divulgada nas redes sociais, a empresa pediu "posição justa do time em relação aos responsáveis diretos pelas injúrias realizadas e o autor da nota inicial".

A nota mencionada no comunicado da empresa se refere à primeira manifestação do Brusque sobre o episódio, em que o clube negou as injúrias e acusou Celsinho de "falsa imputação de crime". Posteriormente, o clube admitiu o erro e divulgou um novo comunicado com pedido de desculpas.

A empresa Embrast - dona da Bompack, que estampa a marca no uniforme do Brusque - também se manifestou e disse que "o ocorrido será devidamente apurado e a Embrast tomará as medidas cabíveis".

No último domingo, Celsinho afirmou que foi chamado de "macaco" por uma pessoa ligada ao Brusque, que negou o ocorrido e acusou o atleta de "oportunismo".

Na súmula, o árbitro Fábio Augusto Santos Sá Junior registrou que um membro da delegação do time catarinense disse para Celsinho "cortar esse cabelo, seu cachopa de abelha". Vale ressaltar que comentários a respeito do cabelo crespo de pessoas negras são considerados como injúria racial.

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