Maria Venina Rosa de Lima, esposa do vice-presidente da CBF, o paraense Antonio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes, de 82 anos, afirmou em comunicado à entidade que o presidente afastado Rogério Caboclo convenceu seu marido a assinar uma procuração que beneficia o dirigente afastado enquanto Nunes estava sob efeitos de medicamentos e "forte pressão".
Segundo ela, o coronel assinou o documento sem conhecer o teor, dois dias antes de passar por uma cirurgia do coração. A procuração dava a Caboclo poderes para escolher o presidente interino da CBF enquanto estivesse suspenso.

A carta se refere a uma procuração assinada por Nunes em favor do advogado Antonio Carlos Pereira de Lemos Basto, indicado por Rogério Caboclo. No documento, Nunes dá a Lemos Basto poderes de ingressar com ação no CBMA (Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem) com o objetivo de assumir a presidência da CBF durante a ausência de Caboclo – que está punido até março de 2023 por causa de uma denúncia de assédio sexual e moral movida por uma funcionária.
A notícia de que o Coronel Nunes assinou uma procuração a favor de um advogado indicado por Rogério Caboclo chegou rápido à CBF. Mas, antes de que tal movimento tivesse alguma ação prática, a mulher do Coronel Nunes enviou outra carta, na qual afirma que ela e sua família "não concordam" com os termos.
Ainda segundo a carta de Rosa de Lima, a conversa com Caboclo ocorreu no dia 6 de novembro (sábado passado) num hotel em São Paulo próximo ao hospital Albert Einstein, onde o Coronel Nunes passou por um procedimento no coração. Procurada, a CBF confirmou a existência do documento por meio da seguinte nota:
– A CBF informa que recebeu carta assinada pela Sra. Maria Venina Rosa, dando conta da situação envolvendo o Vice-Presidente licenciado Antônio Carlos Nunes de Lima.

Procurado, Rogério Caboclo confirmou que esteve com Nunes no hotel, mas disse que a assinatura se deu de forma consciente e espontânea.
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