Na última sexta-feira (17), o Brasil teve que lidar com o luto pela morte de um dos maiores jogadores da história do basquete mundial e uma homenagem singela foi feita na hora da despedida.
O jogador Oscar Schmidt, conhecido como “Mão Santa”, sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu, mesmo chegando a ser levado ao um hospital em Santana de Parnaíba, na Região Metropolitana de São Paulo.
Cerimônia restrita
O velório ocorreu ainda na noite de sexta-feira, de forma reservada, conforme desejo da família. Vestido com o uniforme da seleção brasileira, o ídolo foi cremado em uma cerimônia restrita para os familiares. Em comunicado, eles agradeceram as manifestações de carinho e pediram respeito à privacidade durante o período de luto.
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Ídolo histórico do basquete nacional, Oscar iniciou sua trajetória ainda nas categorias de base da Sociedade Esportiva Palmeiras, antes de se consolidar como protagonista da seleção brasileira. Seu talento ganhou destaque já no Sul-Americano Juvenil de 1977, quando foi eleito o melhor pivô, abrindo caminho para uma carreira marcada por conquistas e protagonismo internacional.
Pela seleção principal, o ex-atleta atuou por 19 anos e conquistou quatro títulos, três Sul-Americanos (1977, 1983 e 1985) e um Pan-Americano, em 1987, além de acumular outras cinco medalhas oficiais. Em Jogos Olímpicos, participou de cinco edições (1980, 1984, 1988, 1992 e 1996) e estabeleceu marcas expressivas, como o recorde de maior pontuador da história da competição, com 1.093 pontos em 38 partidas.
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Ao longo da carreira olímpica, enfrentou seleções dos Estados Unidos em diferentes gerações, incluindo o histórico “Dream Team”, liderado por Larry Bird. Mesmo sem conquistar medalhas, suas atuações se tornaram referência mundial, com destaque para os 55 pontos marcados contra a Espanha, em 1988.
Fora das quadras brasileiras, Oscar também teve passagem de destaque pelo basquete italiano, defendendo equipes como Juve Caserta e Pavia entre 1982 e 1993. Nesse período, protagonizou duelos com Joe Bryant, pai de Kobe Bryant. A admiração do jovem Kobe pelo brasileiro se transformou em inspiração ao longo de sua carreira, consolidando o legado internacional do “Mão Santa”.
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