Malas prontas e muita esperança de se firmar de vez no topo do grupo A da Série C. É assim que a delegação do Paysandu segue rumo a capital cearense, onde amanhã, às 16h, irá enfrentar o Fortaleza, no Castelão, nesse terceiro compromisso pela competição nacional. Para não fazer feio e tirar as dúvidas que ainda restavam, o treinador Charles Guerreiro promoveu ontem, no Estádio Olímpico do Pará, o último coletivo apronto antes do embarque de hoje e utilizou Moisés somente no decorrer do treino.
Se repetir o mesmo time que iniciou o coletivo do Mangueirão, algo que sempre acontece, Guerreiro deve montar o Papão para enfrentar o Leão do Pici com Alexandre Fávaro; Bosco, Leandro Camilo, Paulão e Zeziel; Tácio, Sandro, Marquinho e Fabrício; Thiago Potiguar e Bruno Rangel. Ou seja, exatamente o mesmo time que venceu o Águia por 2 a 0, no último domingo (1º), seguindo a máxima de que time que ganha não se mexe.
Moisés, que volta de uma fratura na fíbula, era esperado para entrar desde o início, mas acabou observado apenas no decorrer da atividade, por ainda não se sentir 100% (sic), no entanto, está relacionado para a viagem. No momento que o atleta entrou, no lugar de Fabrício, foi para o ataque com Bruno Rangel, enquanto Thiago Potiguar voltou ao meio de campo.
Como opção para o decorrer da partida, Charles espera que Moisés possa participar de um jogo desde o início, contra o São Raimundo, no próximo dia 15, em Santarém. “Se ele estiver legal, entra no próximo jogo”, explica. O treinador considerou ainda que pretende manter a mesma formação tática para enfrentar o Fortaleza, descartando começar retrancado. O embarque bicolor está marcado para as 9h40, no Aeroporto Internacional de Belém.
A primeira vez de Thiago Potiguar
Mesmo originário do vizinho Rio Grande do Norte, a partida de amanhã terá um sabor especial para Thiago Potiguar, será a primeira vez que ele disputará uma partida no Castelão. Com sua fala simples, o novo ídolo da Fiel bicolor afirma que está ansioso para conhecer o estádio cearense, mas avisa que a meta mesmo é matar a curiosidade sobre o Fortaleza, também inédito em seu currículo.
“Ainda não, estou curioso para jogar lá. Dizem que é bonito de se jogar, mas, não estou focado no campo e sim no Fortaleza. Será a primeira vez que disputo contra eles e, se Deus quiser, vou fazer uma boa partida para sair com a vitória”, discursa. No entanto, Thiago não vai ter a família na plateia. “Ele moram longe de Fortaleza, só por televisão mesmo e por internet”, conforma-se.
Sobre a preparação, o meia comenta o último apronto, quando foi utilizado tanto no ataque, quanto no meio de campo. “O coletivo foi ‘pegada’. O Moisés ficou na reserva, eu continuei no ataque, mas, com trinta minutos, o Charles mudou e me colocou na função de origem, no meio. Eu me senti melhor, mas o que ele decidir tenho que fazer. Quem manda é ele, onde ele botar, vou estar jogando”, avisa.
Equilíbrio é a meta entre bicolores
A cada partida, uma nova experiência e lições são tiradas. Dessa forma, com dois jogos e duas vitórias na Série C, os jogadores do Paysandu filtram o que podem sobre os últimos compromissos para conseguir aperfeiçoar o desempenho. Na partida contra o Fortaleza, que acontece amanhã, uma das metas é o equilíbrio entre defesa e ataque.
Tudo por que, na primeira partida, quem obteve destaque foi o setor ofensivo que aplicou seis gols no Rio Branco, mas, em compensação, o Papão levou dois gols. Já no confronto com o Águia, a situação se inverteu e a dupla de zaga obteve um bom desempenho, sem falar nos dois gols que saíram – um de pênalti - dos pés do lateral direito Bosco, enquanto a comissão de frente ficou presa na marcação.
Contudo, o zagueiro Paulão explica que o plantel está de olho para conseguir um meio termo e faz uma análise sobre os primeiros duelos. “O que ficou a desejar contra o Águia foi, talvez, não termos conseguido finalizar bem, converter em gols, pois criamos da mesma forma que no primeiro jogo e não sofremos gols. Estamos procurando achar esse equilíbrio entre defesa e ataque”, explica sobre a intenção do grupo.
Paulão considera que assim como o colega de zaga Leandro Camilo, pretende bloquear o gol de Alexandre Fávaro para repetir o feito de não deixar o adversário mandar bola na rede, como aconteceu no último jogo. “Sair da partida sem gols é gratificante para o sistema defensivo. Um bom resultado seria a vitória, vamos entrar para ganhar o jogo, nessa fase o grupo exige pontuação”, almeja. Mesmo assim, o atleta sabe que não será uma tarefa fácil. “O próximo jogo é sempre o mais complicado. Até pelo histórico do Fortaleza, uma equipe mais tradicional e jogando nos seus domínios”, acautela-se.
Marcelo Dias pode reaparecer
O atacante Neto Potiguar ganhou um prazo da diretoria bicolor para ‘rezar’ por sua transferência internacional até as 18h de hoje. Entretanto, a fila anda e o atacante Marcelo Dias, aquele que veio e foi sem jogar, pode ter nova chance no alviazul. “Tem noventa e nove por cento de chances do Neto não ficar, mas vamos aguardar esse prazo”, considera o diretor de futebol Antônio ‘Louro’. Sobre a possível contratação do atacante Mendes, do Bahia, Louro diz que vai averiguar a situação e já pensa em Dias. “Vamos investigar o motivo do Mendes não estar jogando. Precisamos de alguém que chegue aqui e jogue. Se não for assim é melhor que a gente traga de volta o Marcelo Dias”, sugere.
Marcelo Dias foi apresentado como reforço do Paysandu no dia 12 de maio, mas ainda antes do início da preparação à Série C resolveu sair para tentar um convite do futebol português. Como não deu certo, o atacante tentou retornar e foi vetado pelo técnico Charles Guerreiro. No entanto, com a situação de Neto Potiguar, já é ventilada uma nova oportunidade para o jogador que participou do Paraense pelo Santa Rosa. (Diário do Pará)
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