O Internacional vence o Chivas no Beira Rio e conquista o segundo título da Copa Libertadores da América. O Inter já era o representante sulamericano no Mundial Interclubes que será disputado de 08 a 18 de dezembro em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, mas agora tenta repetir a campanha de 2006, quando venceu a Libertadores e derrotou o Barcelona na final do Mundial.
O jogo começou lembrando bastante a primeira partida da decisão, com o Internacional pressionando e o Chivas usando de contra-ataques e chutes de longa distância. A ansiedade colorada mais uma vez não resultou em gols, e novamente no fim do primeiro tempo o Chivas abriu o placar. Em jogada pela direita, De Luna cruza para a Bravo ajeitar de cabeça para o voleio Fabián, o goleiro Renan apenas olhou a bola acertar o seu ângulo direito. No fim do primeiro tempo, o time do Inter saiu com a certeza de que mais uma vez jogou melhor e saiu perdendo, mas as semelhanças com a primeira partida não paravam por aí.
O Inter voltou e dominando o jogo e pressionando o time do Chivas, que voltou a depender dos contra-ataques. Até então o resultado levaria a partida para a prorrogação, mas a certeza do título começou a dar as caras na jogada do lateral Kléber pela esquerda, que cruzou para o desvio de Tinga no primeiro pau matando a zaga mexicana, e Rafael Sóbis apareceu na pequena área e empurrou para o gol na dividida com o goleiro mexicano. O atacante chegou a machucar o braço direito, mas o gol levou ao delírio a torcida colorada no Beira Rio, começava a festa do título, e continuava a inevitável comparação com a primeira partida da final.
Para a comparação ser completa, faltava o gol da virada. E ele veio com a entrada do jovem Leandro Damião de 21 anos, que foi relacionado para a partida nos últimos momentos, com a confirmação da contusão de Alecsandro. A zaga do Internacional desarmou um ataque do Chivas e lançou para Leandro Damião partir do meio de campo com a bola dominada, ganhar do zagueiro na corrida, entrar na área adversária e soltar a bomba, o goleiro mexicano não conseguiu segurar e a bola entrou "chorando" no gol do time mexicano. Mais uma vez 2 a 1, agora com a certeza do bicampeonato.
As semelhanças com a primeira partida terminaram por aí. O meia Giuliano, "talismã" da equipe na libertadores marcando gols decisivos nos últimos jogos contra São Paulo e o próprio Chivas na primeira partida da decisão, havia entrado na equipe logo após o primeiro gol e segurava a bola no campo de ataque. Foi quando chegou aos seus pés um contra ataque do Inter, na intermediária ofensiva. O meia passou entre dois zagueiros e tocou por cobertura na saída do goleiro, um golaço, pra decretar o título colorado. No último lance o Chivas diminuiu, Araujo pegou o rebote de uma cobrança de falta na trave e bateu para o gol vazio. Com o apito do árbitro Oscar Ruiz, veio a explosão das arquibancadas e uma grande confusão em campo, com jogadores das duas equipes trocando socos e pontapés. Não foi suficiente para apagar o brilho da emocionante festa da torcida vermelha do Rio Grande do Sul.
(Diário Online)
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