O primeiro dia sem o técnico Dorival Júnior no comando do Santos deu o que falar. Após protestos de uma parte da torcida santista, o diretor de futebol do clube, Pedro Luis Nunes Conceição, falou dos motivos que culminaram com a saída do treinador. Em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (22), na Vila Belmiro, o dirigente deixou claro que Dorival bateu de frente com a direção ao se negar retirar a punição ao atacante Neymar.
O treinador foi ofendido por Neymar na última quarta-feira (15), durante jogo contra o Atlético (GO). O “castigo” do jogador teria fim, para que pudesse atuar no clássico contra o Corinthians (SP). Porém, Dorival Júnior não aceitou o proposto e anunciou que a suspensão do atleta estava mantida. “Esse era um pênalti que Dorival não deveria bater. Era o combinado. Mas ele quis cobrá-lo...”, falou o dirigente que, apesar de usar a metáfora, mostrava um tom bastante sério.
Pedro Conceição insinuou, em vários momentos da entrevista, que Dorival teria forçado a sua saída do Peixe. Especulações dão conta de que o técnico poderia acertar com o São Paulo. O dirigente falou, ainda, que Júnior havia aceitado a multa a Neymar, mas depois havia mudado de opinião.
“Nos causou estranheza a mudança brusca de postura na semana passada. Na sexta-feira, ele quis uma nova punição 24 horas depois de ter aceitado a inicial. Um profissional que tem de tomar decisões rápidas em campo para alterar um jogo, vai demorar tanto para mudar de posição? Não podemos falar aqui sobre o motivo. Somente ele pode responder”, disse. (Gustavo Pêna, Diário Online)
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