A torcida pediu e foi atendida. O técnico e ídolo do Grêmio, Renato Gaúcho, chegou a um acordo com a diretoria eleita do clube (que toma posse em dezembro) e renovou seu contrato com o Tricolor, dando um final feliz à novela – como o próprio já havia definido - para as negociações. Com isso, o treinador segue comandante do time, mas sem prezo para o fim do compromisso ou sem multa rescisória. Como quis um dos mais ilustres torcedores - o próprio Renato.
“Por ser gremista, não coloquei cláusula. Se um dia o Grêmio achar que eu tenho que sair, vou sair numa boa. Não vou tirar um dinheiro do clube que eu gosto”, disse Renato em entrevista coletiva nesta sexta-feira, para dar a notícia, ao lado do presidente eleito Paulo Odone e o assessor de futebol Antônio Vicente Martins.
Mesmo sem prazo definido - sem revelar o salário -, Odone disse que pretende ter Renato por pelo menos duas temporadas, para que o treinador seja o comandante quando o clube finalizar as obras do seu futuro estádio.
“Renato é o técnico do Grêmio por tempo indeterminado. Não há prazo definido, nem cláusulas caso uma das partes queira rescindir. Mas o desejo é que ele continue no clube por pelo menos dois anos, que é quando teremos nossa Arena pronta”, disse o dirigente.
Libertadores é a meta
Martins reforçou que a escolha da torcida pesou na decisão: “Estamos acima de tudo respeitando a vontade do torcedor, que queria muito isso”. Mas os gremistas também querem a vaga na Libertadores 2011, para, quem sabe, enfrentar o rival Inter na competição sul-americana e desempatar o número de títulos do campeonato. Por enquanto, cada um tem dois.
Em sexto lugar, com 54 pontos, o Grêmio terá a primeira batalha direta pela vaga no G-4 diante do Atlético-PR, na quarta posição, neste sábado, às 19h30, no Olímpico. Depois, na última rodada, encara o Botafogo, o atual quinto colocado, em casa.
“Hoje o Grêmio depende de suas próprias forças e nós vamos continuar buscando o objetivo. Enquanto houver chance, estaremos lutando”, disse Renato, que ainda precisa torcer contra os brasileiros Palmeiras e Goiás na Copa Sul-Americana. Se um dos dois ficar com o título, o G-4 volta a ser G-3 – e Grêmio, Botafogo e Atlético-PR terão que adiar o sonho da conquista da América. (eBand)
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