O Santos obteve uma importante vitória nos tribunais e o imbróglio com a DIS - braço esportivo do Grupo Sonda, parceiro do clube na divisão dos direitos de diversos jogadores - ganhou mais um capítulo nesta terça-feira. A Justiça determinou, por meio de uma liminar, que a empresa deve devolver os direitos econômicos de sete atletas formados na Vila Belmiro, entre eles Paulo Henrique Ganso e Wesley, atualmente no Werder Bremen.
"O Santos ajustou um contrato com a DIS no começo de 2009, na gestão do Marcelo Teixeira. Nesse contrato, foram cedidos os percentuais de sete jogadores (25% de cada um deles). Entre eles, estavam Ganso, Wesley, Breitner, Alan Patrick, André e outros. O Conselho do Santos entendeu que isso é lesivo ao clube e demos um parecer jurídico que nos permitiu questionar o contrato, e o juiz viu que liminarmente o contrato ainda era lesivo", afirmou Luciano Moita, advogado do time alvinegro.
"Com isso, o Santos devolve para a DIS 1,25 milhão de euros (cerca de R$ 3 milhões) e a DIS devolve todos os percentuais dos nossos atletas. Como o Santos já efetuou uma parcela do pagamento da venda do André, o juiz determinou que temos que pagar agora apenas 440 mil euros (perto de R$ 1 milhão). Com isso, temos nossos percentuais de volta", explicou Moita, que também é diretor do departamento jurídico da agremiação do litoral paulista.
Agora, segundo o despacho e a explicação do advogado, o Santos precisa apenas quitar a dívida de R$ 1 milhão com a DIS referente à venda de André ao Dínamo de Kiev (o atleta se transferiu ao time ucraniano por 8 milhões de euros, sendo 17,5% da parceira, 32,5% da Cabofriense e 50% do clube santista) para recuperar os direitos econômicos de seus sete jogadores, incluindo o meia Ganso.
A empresa braço direito do Grupo Sonda havia adquirido os percentuais dos jogadores entre 2008 e 2009, na gestão Marcelo Teixeira, mediante o pagamento de 178 mil euros (R$ 416 mil), o que desagradou a atual cúpula santista. Para o Santos, a DIS deveria ter comprado os 25% dos atletas tendo por base suas respectivas multas rescisórias - no caso de Paulo Henrique, por exemplo, o valor equivaleria a 12,5 milhões de euros, ou quase R$ 30 milhões. As informações são do Portal Terra. (Diário Online)
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