A partir de janeiro, os governantes terão no seu encalço comitês de monitoramento dos gastos públicos na Copa do Mundo de 2014 e na Olimpíada de 2016. O Instituto Ethos lançou nesta sexta-feira (10) o projeto “Jogos Limpos Dentro e Fora dos Estados”, que visa a aumentar a transparência na contratação e execução de serviços para as duas competições. A previsão é de que nos próximos cinco anos, com apoio da multinacional Siemens, sejam investidos US$ 3 milhões (R$ 5,1 milhões) no combate à corrupção.
Serão criados uma página na internet, indicadores de transparência e um canal de denúncias de irregularidades, além de outras ferramentas que vão focar possíveis fraudes em quatro setores: Construção Civil, Saúde, Transporte e Energia. “Além do legado físico da Copa e da Olimpíada, queremos o legado ético”, afirmou o vice-presidente do Ethos, Paulo Augusto Itacarambi.
O Ethos mantém parceira com a Controladoria-Geral da União - braço do governo federal responsável pelo incremento da transparência da gestão - e promete encaminhar ao órgão as denúncias de uso irregular do dinheiro público. O Ministério Público também será acionado. “O foco é a questão ética. Não queremos ser vistos como pessoas que vão atrapalhar a Copa e a Olimpíada, mas acompanharemos as obras e os contratos para que eles não sejam fraudulentos”, disse Itacarambi. (AE)
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