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Mulheres de 4 gerações se reúnem em estádio

Elas não são maioria nas arquibancadas, porém, reiteram que não é preciso ser homem para gostar ou entender de futebol. A presença de mulheres nos estádios se tornou comum, e não é de hoje. A surpresa boa é que agora elas não precisam assistir ao jogo

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Elas não são maioria nas arquibancadas, porém, reiteram que não é preciso ser homem para gostar ou entender de futebol. A presença de mulheres nos estádios se tornou comum, e não é de hoje. A surpresa boa é que agora elas não precisam assistir ao jogo acompanhadas de maridos, filhos ou namorados.

Para acompanhar a um clássico do time do coração, basta sair de casa com um ingresso na mão rumo ao estádio. É o que ocorre na maioria dos jogos do Corinthians com as torcedoras Eliane Benitez, 55 anos, e Alaíde Silva, 67 anos, que, neste domingo, contaram com o reforço da neta de Alaíde, Tuany, 12 anos, e da "estreante" Cristina Borsari, 43 anos.

Eliane e dona Alaíde vivem se cruzando na quadra da escola de samba Gaviões da Fiel, e agora querem fazer Cristina "tomar gosto" pelo estádio para as oportunidades de encontro aumentarem. "Sou corintiana faz muitos anos, mas esta é a primeira vez que venho aqui. Eu tinha medo (de brigas ou confusões), talvez por preconceito. A Eliane disse que se eu não viesse, ela perderia a amizade comigo", conta.

Inevitavelmente, as três adoram falar sobre a paixão pela camisa alvinegra, como se o time fosse só delas. "Na família italiana da minha mãe só tinha palmeirense e eu era a única neta corintiana. Puxei para a família espanhola do meu pai, que só tinha corintiano. Estou na torcida da Gaviões da Fiel há 33 anos", diz a aposentada Eliane Benitez. Perguntada se os parentes mais jovens também são corintianos, ela despista e custa a responder que a irmã é palmeirense e o sobrinho, são-paulino. "Mas eu ensinei o papagaio dele a cantar 'timão, timão, poderoso timão'".

E se o assunto é rivalidade entre torcidas, a dona Alaíde, 67 anos e torcedora do Corinthians desde os 13, jura não ter problema nenhum com palmeirenses. A "bronca", segundo ela, é com são-paulinos. "Tenho amizade com muitos palmeirenses, nunca tive chateação alguma. Mas os são-paulinos não podem me ver que ficam lembrando essa coisa de Libertadores. Que encheção. Um dia a gente vai ganhar, para quê pressa?", indaga a torcedora que assistiu a um jogo de futebol pela primeira vez, em 1956. "Foi Corinthians x Jabaquara, pelo Campeonato Paulista. Meu time ganhou por 5 a 0", relembra com um sorriso no rosto.

E foi por causa da goleada que dona Alaíde virou frequentadora assídua dos estádios e conheceu países, como Argentina, Equador, Paraguai e Uruguai. Ela viaja com a torcida sempre que pode e não deixa de ver seu time de perto pelo menos duas vezes por semana, com ou sem companhia. "Já cansei de vir aqui nos jogos de quarta-feira. Chego, assisto e vou embora sozinha para casa numa boa. Prefiro mil vezes vir ao estádio, com chuva, do que ver pela TV".

Dona Alaíde, que assistiu à vitória do Corinthians sobre o Santos, neste domingo, no Estádio do Pacaembu, nem precisou convencer a neta Tuany a torcer pelo mesmo time. "Ela é corintiana desde pequenininha e adora vir ao estádio", afirma ela, ao mesmo tempo em que aponta para uma torcedora de 89 anos. "Se somar, ela e eu temos uns 150 anos de estádio", brinca. As informações são do Portal Terra. (DOL)

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