O futebol brasileiro passa por momento histórico. O anúncio de que os clubes cariocas vão negociar à parte os direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro no triênio 2012, 2013 e 2014 em tevê aberta, feito ontem, em conjunto, pelos presidentes de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, aliado à desfiliação do Corinthians, marca o início do que muitos acreditam ser a implosão do Clube dos 13 e o embrião da nova Liga de Clubes.
De acordo com os protagonistas do levante, o que se busca não é uma rebelião, mas sim a democratização do futebol. A grande queixa dos insurgentes é em relação à falta de diálogo nas negociações com a televisão. “Já cansei de dizer para eles nos últimos anos que não aceitamos essa história de empurrar tudo pela garganta dos clubes”, afirmou o presidente corintiano e um dos líderes do movimento, Andrés Sanchez. Para ele, a criação da Liga é iminente e sua principal diferença em relação ao C13 é a democratização das decisões. “Teríamos clubes das Séries A, B e C envolvidos”.
A disputa se assemelha a um tabuleiro de xadrez. A briga é para ganhar o território inimigo. Por isso, as articulações em busca de aliados é intensa. Além do Corinthians e dos quatro grandes do Rio, o Coritiba também anunciou a sua saída do C13. O episódio de ontem fortalece ainda mais o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, favorável à permanência da TV Globo como detentora dos direitos de transmissão do campeonato. O C13 pretendia abrir uma concorrência mais ampla e ouvir propostas de outras emissoras, como a Record e a Rede TV!. (AE)
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