Adiretoria do Clube dos 13 não considera que os tribunais sejam a solução para o levante de clubes que ameaça a existência da entidade. Durante a semana, o presidente do C13, Fábio Koff, chegou a ouvir de alguns dos presidentes de clube que ainda se mostram fiéis a ele que deveria entrar com ação na Justiça para fazer valer o contrato que tem em mãos. De acordo com o documento, assinado por todos os clubes filiados, o C13 é o legítimo representante das agremiações na negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.
Em tese, a estratégia é válida. Até advogados ligados aos dissidentes reconhecem a legitimidade do contrato. “De fato, se os clubes assinaram um documento no qual reconhecem o Clube dos 13 como representante do grupo na negociação, cabe à entidade liderar o processo”, afirmou Luiz Felipe Santoro, advogado do Corinthians. “Portanto, pode parecer estranha essa situação de o clube se manter filiado, mas negociar à parte, uma vez que a existência do C13 se resume, na prática, a cuidar da negociação do contrato de tevê. Por isso o Corinthians decidiu encaminhar sua desfiliação”.
No entanto, entre as várias considerações feitas, uma freou o ímpeto dos entusiastas pelos tribunais. O grupo que defende a distância da Justiça argumenta que eventual ação poderia representar um “tiro no próprio pé”. “Não acredito que essa decisão (entrar com processo) seja inteligente. O efeito disso seria motivar os clubes a oficializarem sua desfiliação, como fez o Corinthians, que é tudo o que o Clube dos 13 não quer”, explicou advogado que acompanha a polêmica e pediu para não ser identificado. “Bastaria uma Assembleia Geral de clubes para anular o contrato. E como a razão de existir do C13 é esse contrato, isso representaria o fim da entidade”. (AE)
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