Em visita da comitiva de parlamentares do Segundo Fórum Legislativo das Cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, em Curitiba, o deputado federal Romário (PSB-RJ), integrante da comitiva, criticou o aumento constante das exigências da Fifa aos estádios brasileiros. Em entrevista ao LANCENET!, Romário mostrou-se insatisfeito com o aumento excessivo no orçamento das obras para reforma da Arena da Baixada, que visam adaptar o estádio às exigências da entidade para a realização do Mundial.
“A cada dia, a Fifa inventa uma coisa diferente. Isso vai encarecendo as obras e tudo vai ficando mais difícil. Se tudo que for exigido for aceito, o orçamento ficará muito maior”.
Algumas das exigências da entidade em relação à Arena da Baixada são a inserção de cadeiras retráteis. Romário se diz contra.
“Isso não existe no Brasil. O torcedor brasileiro é diferente do europeu, levanta, pula, não fica o tempo todo sentado”, afirmou o ex-jogador, por telefone.
O parlamentar, no entanto, justifica sua posição afirmando que os gastos com exigências muitas vezes desnecessárias deveriam ser dirigidos ao legado social do evento.
“O que mais se gastaria num estádio pode ser aplicado num hospital, numa escola, pode recuperar crianças que estão no tráfico, ajudar instituições como a Apec (Aliança Pró-Evangelização de Crianças), isso é o que eles têm de entender. Isso é patrimônio nosso, não da Fifa”. (eBand)
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