O sonho corintiano de ter seu próprio estádio começou a ganhar alguma forma nesta segunda-feira, com o início das obras em Itaquera, zona leste de São Paulo. Por enquanto, o que será visto no local são os tratores trabalhando na preparação do terreno para receber a arena, palco mais provável da abertura da Copa de 2014. A primeira fase da obra, a terraplenagem, deve levar três meses. A entrega do estádio, promete a Odebrecht – responsável pela construção -, acontecerá em dezembro de 2013.
“A Odebrecht trabalha para cumprir prazos. É um compromisso da empresa. Lógico que teremos o apoio de vários interessados”, disse o engenheiro responsável da Odebrecht, Frederico Nogueira.
“(A primeira fase) Envolve instalação do canteiro, mobilização dos recursos, os levantamentos topográficos, limpeza do canteiro, a terraplenagem, que vai dotar o terreno de uma topografia em que possa se desenvolver os trabalhos de fundação, cravação de estaca, os primeiros trabalhos de concreto, os caminhos de serviços e as retiradas das interferências e o desenvolvimento do projeto executivo”, disse Nogueira.
Dutos serão desviados
Uma das interferências são os dutos da Petrobras, que passam embaixo do terreno, e, segundo Nogueira, em breve começarão a ser deslocados. “Vamos preparar o caminhamento do novo traçado desses dutos, de forma que eles circundem o terreno. Em uma ou duas semanas começam os trabalhos”, disse o engenheiro.
Quando pronto, o estádio terá capacidade para 68 mil pessoas, sendo 65 mil de público e três mil para profissionais da imprensa. “É um projeto para atender os requisitos de uma abertura de Copa do mundo. Nós estamos partindo desse principio”, garantiu Nogueira, que esclareceu como serão feitas as contratações de pessoal para a obra.
“O recrutamento vai se direcionar em comum acordo com o cliente (Corinthians) e o município, e vamos direcionar as pessoas para um ponto que vai ser identificado. Eles vão fazer um cadastro e nos vamos fazer uma triagem desse pessoal. À medida que a obra vai ganhando ritmo e abrindo novas frentes de trabalho, nós vamos selecionando e chamando”, explicou o engenheiro.
Tanto na semana passada como ontem, dezenas de pessoas se fizeram fila em frente ao canteiro de obras em busca de emprego, apesar do aviso no local de que não seriam feitas contratações na primeira fase dos trabalhos. (eBand)
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