Pelé estará no Pacaembu na noite de hoje (22) para acompanhar a final da Libertadores entre Santos e Peñarol, embora diga que não gosta muito da experiência de ser torcedor. “Sofro muito, fico nervoso”, diz o mais ilustre dos santistas. Para quem não lembra, ele foi decisivo na primeira conquista de Libertadores pelo Santos, em 1962, contra o mesmo Peñarol.
Após uma vitória em Montevidéu por 2 a 1, o Santos perdeu na Vila Belmiro por 3 a 2 em um jogo para lá de conturbado, que ficou conhecido pelas garrafas que a torcida santista, revoltada com a arbitragem, atirou ao campo. Na “negra”, como se dizia à época, Pelé marcou dois gols na vitória por 3 a 0 no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. “Naquela noite, deu tudo certo, graças a Deus”, lembra ele, com um ar de modéstia.
O camisa 10 mais respeitado da história do futebol acredita que, fosse outro esporte, o vencedor desta quarta-feira já estaria definido: o seu Santos, claro. “Mas no futebol não é assim”, observa Pelé. “A bola pode bater várias vezes na trave”. (AE)
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