Cinco dias depois de desembarcar na Argentina, a seleção brasileira começa a mostrar com que cara disputará a Copa América. E Paulo Henrique Ganso já mostrou porque o técnico e até companheiros mais experientes depositam nele tanta confiança. No primeiro treino em que Mano Menezes esboçou a formação que deve ser a titular na estreia da competição, foi o meia do Santos quem se destacou. Com passes precisos, posicionamento e muita movimentação, Ganso se comportou como o maestro que a seleção espera que ele seja.
Os dois primeiros lances de Paulo Henrique Ganso foram de rara habilidade. No primeiro, ele recebeu a bola de costas para o gol, perto da meia-lua da grande área. Cercado por quatro marcadores, o meia protegeu a bola e, sem olhar, com um passe rasteiro a enfiou entre os defensores e colocou Neymar na cara do goleiro Victor. O atacante errou. No segundo lance, Paulo Henrique Ganso repetiu a dose. Desta vez, recebeu a bola na intermediária e, de primeira, colocou Neymar novamente frente a frente com Victor. Dessa vez, o garoto não desperdiçou.
“Não vamos individualizar tanto, mas é lógico que nem todos os jogadores que desempenharam a função até aqui têm uma fundamentação tão completa quanto o Ganso. A gente acredita muito que ele possa ser esse jogador”.
Com Paulo Henrique Ganso no time, Mano Menezes pôde repetir a formação com a qual ele estreou na seleção, no amistoso diante dos EUA em agosto do ano passado. Ele escalou um 4-2-3-1, com a linha de três sendo formada por Robinho (na direita) e Neymar (esquerda) pelas pontas, com a função de encostar em Alexandre Pato à frente, mas também com a obrigação de auxiliar na marcação quando o time perder a bola. Ganso ficou centralizado, sem a obrigatoriedade de marcar tanto. (AE)
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