No primeiro jogo do São Paulo após a saída de Paulo César Carpegiani, o Tricolor venceu o Cruzeiro por 2 a 1, neste sábado (9), no Morumbi, e afastou a crise. O triunfo na partida, válida pela nona rodada do Brasileirão, deixa o São Paulo na vice-liderança da competição, com 18 pontos – pelo menos até amanhã, quando acontecem os demais jogos. Além disso, ajuda a trazer um pouco de paz ao clube, que estava há três jogos sem vencer.
Já o Cruzeiro, que estava com 100% de aproveitamento com o Joel Santana – três triunfos em três jogos, perde boa chance de colar no G-4. A Raposa segue com 12 pontos, no meio da tabela.
Dagoberto abriu o placar para o São Paulo aos 20 minutos do primeiro tempo. Logo no início da etapa final, Marlos ampliou no primeiro minuto. Os dois gols contaram com Rivaldo como 'garçom'. Wallyson ainda conseguiu diminuir aos 25, mas ficou nisso.
No domingo, dia 17, o São Paulo volta a jogar pelo Brasileirão contra o Internacional, às 18h30, no Beira-Rio. No mesmo dia e horário, o Cruzeiro recebe o Bahia na Arena do Jacaré.
O jogo
O São Paulo entrou em campo para o duelo contra o Cruzeiro com algumas caras "novas". Há 15 anos no clube, o técnico Milton Cruz fez sua 13ª estreia como "bombeiro" do Morumbi, dirigindo o São Paulo interinamente mais uma vez. Dentro de campo, a volta de Rivaldo, xodó da torcida e pivô de crise com Carpegiani em maio, prometeu esquentar a partida.
Mas em meio à noite fria paulistana, um dos 22 jogadores em campo parecia estar mais "aceso" do que os outros. E esse jogador era Marlos. Aos 9 minutos de partida, o camisa 11 disparou pela direita, escapou do zagueiro Gil e tentou o passe para Dagoberto, mas a defesa celeste se antecipou. Na sequência, Marlos encaixou passe longo por trás da zaga cruzeirense e Dagol, por pouco, não concluiu.
Só que de nada adiantava a rapidez do camisa 11 se o cérebro tricolor não funcionava. Pois aos 20 minutos, o meia Rivaldo tratou de servir de arco para Marlos, a flecha tricolor. O camisa 10 iniciou contra-ataque e, com um toque sutil, deixou Marlos na cara do gol. O jogador enganou Fábio e tocou para Dagoberto, livre, empurrar para o fundo das redes, levantando a torcida no Morumbi. Era o fim de uma sequência de 48 dias sem Dagol marcar um gol.
A Raposa respondeu com Marquinhos de Paraná, arriscando de longe, aos 24, e se manteve no campo de ataque, pressionando o Tricolor atrás do gol de empate. Artilheiro do campeonato com 6 gols, o argentino Montillo se mostrava como opção e até finalizou de longe aos 37 minutos, mas o Cruzeiro mostrava insegurança e não conseguia vencer o paredão adversário.
Por outro lado, o São Paulo era agudo, perigoso. Aos 39, Dagoberto tabelou com Casemiro, invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro Fábio. O árbitro Marcelo de Lima Henrique, no entanto, nada marcou. Um minuto depois, o mesmo Dagol quase surpreendeu com chute de longe, por cobertura.
Rivaldo maestro
Na segunda etapa, o Tricolor manteve o embalo e, como um raio, chegou ao segundo gol. E aos 47 segundos de jogo! Rivaldo recebeu no meio, escapou da marcação e tocou com classe para Marlos invadir a área e carimbar o segundo gol são-paulino.
Desconcertado, o Cruzeiro não conseguiu se reorganizar em campo, com os 2 a 0 contra. A entrada de Roger no lugar do lateral-direito Vitor não representou o perigo que Joel almejava.
Sobrava espaço para o São Paulo subir ao ataque. O time paulista administrava o resultado e Dagoberto, na bola parada, era quem mais assustava os rivais mineiros.
Aos 23, até Juan chegou em condições de marcar. O lateral tabelou com Dagoberto, invadiu a área, mas perdeu o ângulo e chutou à direita de Fábio.
Diante de um iminente 3 a 0, Joel Santana lançou mão de Ortigoza no lugar de Thiago Ribeiro e o lance que seguiu a entrada do paraguaio foi um banho de água fria nas pretensões são-paulinas. Ortigoza, em sua primeira jogada, cruzou da direita e Wallyson escorou sem chances para Rogério Ceni, aos 25 minutos.
O 2 a 1 botou fogo em uma partida que já parecia definida. Roger, logo em seguida, testou Rogério de longe, mas a defesa foi fácil.
O São Paulo respondeu com Fernandinho, que substituiu Dagoberto, e realizou sua jogada característica, aos 35 minutos. Puxou pra o lado esquerdo e bateu com firmeza, mas Fábio defendeu.
Os minutos finais reservaram emoção e sustos para o torcedor tricolor que compareceu ao Morumbi, mas o São Paulo assegurou o bom resultado. Depois de ganhar as cinco primeiras partidas e passar por um hiato sem sentir o gosto da vitória, a equipe paulista voltou a conquistar os três pontos - e contra um rival tradicional no futebol brasileiro.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO (2)
Rogério Ceni, Jean, Rhodolfo, Xandão e Juan; Rodrigo Souto, Wellington, Casemiro (Zé Vítor 39'/2ºT) e Rivaldo (Dener 44'/2ºT).; Marlos e Dagoberto (Fernandinho 28'/2ºT). Técnico: Milton Cruz
CRUZEIRO (1)
Fábio; Vitor (Roger 12'/2ºT), Gil, Naldo e Everton; Leandro Guerreiro, Fabrício, Marquinhos Paraná e Montillo; Thiago Ribeiro (Ortigoza 24'/2ºT) e Wallyson (Brandão 32'/2ºT). Técnico: Joel Santana
Gols: Dagoberto, 20'/1ºT (1-0); Marlos, 1'/2ºT (2-0); Wallyson, 25'/2ºT (2-1)
Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 9/7/2011 - 18h30
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ). Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises (Fifa-RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ)
Renda/público: R$ 284.320,00 / 11.965 pagantes
Cartões amarelos: Dagoberto, Rivaldo, Wellington (SPO); Montillo, Everton, Gil, Fabrício, Naldo (CRU)
Cartões vermelhos: Não houve
(eBand)
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