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ESPORTE BRASIL

Brasil e EUA travam duelo com gosto de final

Com gostinho de final antecipada, a cidade alemã de Dresden recebe neste domingo o duelo entre Brasil e Alemanha, no último confronto das quartas de final da Copa do Mundo Feminina. A partida tem início às 12h30 (Brasília), com transmissão ao vivo da R

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Com gostinho de final antecipada, a cidade alemã de Dresden recebe neste domingo o duelo entre Brasil e Alemanha, no último confronto das quartas de final da Copa do Mundo Feminina. A partida tem início às 12h30 (Brasília), com transmissão ao vivo da RBA, Canal 13 e acompanhamento da partida pelo lance a lance do Diário Online.

O jogo será uma batalha entre duas potências do futebol feminino, já que Brasil e Estados Unidos ocupam, respectivamente, o terceiro e primeiro lugares no ranking da Fifa. Além disso, as duas equipes já se conhecem de longa data. No último Mundial, em 2007, na China, as americanas foram batidas pelas brasileiras por 4 a 0 nas semifinais. No Torneio Olímpico de Pequim 2008, elas conseguiram a revanche sobre o Brasil com um único gol, marcado na prorrogação.

Brasileiras pegam americanas "feridas"

Após uma excelente campanha na primeira fase – com 100% de aproveitamento no Grupo D, nove pontos somados, sete gols anotados e nenhum sofrido - Marta e companhia terão pela frente um rival que chega “ferido” às quartas.

Pela primeira vez em um Mundial, os EUA sofreram uma derrota na fase de grupos. Elas acumulavam 17 partidas sem perder até cruzarem com a Suécia na última rodada do Grupo C, em que foram derrotadas por 2 a 1. Com o resultado, as atuais campeãs olímpicas terminaram na segunda colocação da chave, algo que nunca havia acontecido.

Apesar da goleada por 4 a 0 na semifinal do Mundial na China, os EUA possuem retrospecto favorável contra o Brasil em copas. Em 1991, venceram as brasileiras por 5 a 0 na primeira fase. Em 1999, impediram a seleção de chegar à final com uma vitória de 2 a 0 na semi. Em torneios olímpicos, os números também favorecem as americanas. Elas venceram o Brasil na decisão duas vezes, em 2008 e 2004, além de terem superado o rival sul-americano na semifinal em 2000.

Brasil faz treino secreto

Nesta sexta-feira, a seleção brasileira do técnico Kleiton Lima realizou o último trabalho antes da partida contra os EUA, em Dresden. O time fez um treinamento, com movimentação liberada à imprensa apenas nos 15 minutos iniciais.

Confiante, o técnico destacou a união e a técnica do time como fatores que poderão levar o Brasil às semifinais.

"Somos uma equipe unida, que tem qualidade em todos os setores e podemos vencer qualquer rival. Por isso, temos que estar confiantes contra os Estados Unidos. Tenho fé no nosso trabalho e no que temos feito durante as últimas semanas", declarou o treinador à agência de notícias AFP.

Érika: "não esperem show"

Mantendo o tom da seriedade do técnico, a zagueira Érika avisa aos torcedores que o objetivo da seleção brasileira é o resultado antes de tudo.

"Não esperem a Marta, a Cris e a Rosana dando show, fazendo jogadas fantásticas. Antigamente era assim e na hora não conseguíamos vencer. Estamos ganhando e é o importante: o objetivo da fase eram nove pontos. Realmente, não esperem show", avisou a jogara, que anotou um belo gol na vitória do Brasil sobre a Guiné Equatorial.

Veterana dos EUA diz que 2007 está bem longe

No que depender dos Estados Unidos, a goleada sofrida por 4 a 0 no último mundial já faz parte do passado. Pelo menos é o que afirma uma das veteranas da equipe, a meio Heather O’Reilly, que defendia a seleção norte-americana no jogo em 2007, pelas semifinais da Copa na China.

Em entrevista ao site da FIFA, a jogadora de 26 anos espera um desfecho bem diferente para o jogo deste domingo:

“Claro que me lembro daquela partida. Não é tão fácil esquecer uma derrota por 4 a 0. Mas o jogo no domingo não haverá nenhuma sensação de déjà-vu no mau sentido. Um ano depois daquilo, derrotamos o Brasil pelos Jogos Olímpicos. O ano de 2007 já está bem distante. Estamos com gana de enfrentar as brasileiras novamente e espero que desta vez o resultado seja diferente”.

Em relação à equipe brasileira, O’Reilly comentou que a rivalidade dentro de campo deverá proporcionar um confronto muito disputado:

“Temos um respeito mútuo pela capacidade umas das outras. O nosso estilo de jogo é bem diferente. Nós não jogamos com tanta frequência contra o Brasil, mas parece que sempre nos encontramos nas partidas importantes. Acredito que é isso que torna essa rivalidade tão emocionante. Conhecemos algumas jogadoras brasileiras da liga americana de futebol feminino. Isso mudou um pouco as coisas, porque nós realmente gostamos umas das outras — até mesmo fora do futebol. Mas dentro de campo as duas seleções serão muito combativas”.

FICHA TÉCNICA
BRASIL
Andreia, Daiane, Aline e Érika; Maurine, Formiga, Ester, Rosana e Fabiana; Marta e Cristiane. Técnico: Kleiton Lima
EUA
Hope Solo, Krieger, Rampone, Buehler e Le Peilbet; O Reilly, Lloyd, Lindsey e Cheney; Rodriguez e Wambach. Técnica: Pia Sundhage
Estádio: Rudolf-Harbig, em Dresden (Alemanha)
Data: 10/07/2011
Horário: 12h30
Árbitro: Jacqui Melksham (AUS)

(eBand)

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