A aceitação em tempo recorde pela Fifa das garantias financeiras para a construção do estádio do Corinthians, em Itaquera, e sua oficialização como o palco de São Paulo para a Copa de 2014 motivou reações em outras sedes que disputam, com a capital paulista, a chance de abrigar a abertura do Mundial.
O discurso oficial é unânime: Salvador, Brasília e Belo Horizonte dizem ainda alimentar esperanças de receber a abertura. “Não vamos comentar algo que não é oficial”, afirmou o presidente do Comitê Gestor da Copa em Minas Gerais, o vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP). Nos bastidores, porém, o desânimo é flagrante. Enquanto isso, as autoridades em São Paulo falam abertamente que a confirmação do estádio para receber a abertura do Mundial é questão de tempo e protocolo.
Ontem, a Fifa divulgou comunicado em que diz aceitar as garantias financeiras do Itaquerão, confirmando o estádio na Copa de 2014. Mas, ao contrário do que era esperado, a entidade não quis oficializar a nova arena corintiana como palco da abertura do Mundial, mantendo a posição de que fará o anúncio apenas em outubro - essa data, porém, pode ser antecipada. “São Paulo está de parabéns. Demorou, mas cumpriu o que se esperava: criar as condições para um estádio da dimensão que a cidade merece”, elogiou o ministro do Esporte, Orlando Silva. “Do ponto de vista político, está definido (a abertura da Copa no Itaquerão)”, diz o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
LÁ EM BRASÍLIA...
Além de Minas Gerais, Brasília também sonha com a possibilidade de ser sede da abertura. E, se os trabalhos mal começaram no Itaquerão, o novo Mané Garrincha já é um esqueleto de concreto em pé, com 34% da execução física do projeto concluída e uma previsão de aceleração de ritmo nos próximos meses, durante o período de seca.
(AGÊNCIA ESTADO/São Paulo)
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