Descrença e pessimismo cercaram o retorno de Ronaldinho Gaúcho ao futebol brasileiro. Críticos e torcedores tinham na memória o jogador desinteressado e desgastado pela vida noturna que pouco fez no Milan e parecia em irreversível declínio. Mas, na última quarta-feira (27), o camisa 10 do Flamengo fez jus ao título de duas vezes melhor do mundo.
Com uma atuação histórica, liderou sua equipe a uma virada improvável por 5 a 4 sobre o Santos, depois de estar em desvantagem de 3 a 0. E o Brasileiro tem sido palco de boas apresentações do craque. A torcida, que chegou a vaiar o craque no período de quatro empates consecutivos do Flamengo, quando suas noitadas ganhavam mais destaque que as gingas com a bola, mostrou que tem nele seu grande ídolo quando corresponde.
No desembarque da delegação no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, nesta quinta, euforia e emoção de mais de 100 torcedores. Fotógrafos caindo ao chão, o astro cercado por microfones e câmeras e gritos de apoio. Parecia conquista de título. “É muita alegria. Flamengo é Flamengo. É lindo”, vibrava Ronaldinho.
O momento é realmente para se celebrar. O meia começa a reconquistar os incrédulos e seus gols e assistências levam alguns especialistas a cogitar o impensável no início do ano: uma nova convocação para a seleção brasileira. Os números suportam o pleito. Os oito gols marcados até agora o colocam na liderança isolada da tábua de artilheiros.
Outras tantas assistências tem contribuído para o Fla ostentar o melhor ataque da competição. “Desde que cheguei, sofremos apenas uma derrota. Estou brigando pela artilharia e a equipe está entre as quatro primeiras”, apontou o meia. (AGÊNCIA ESTADO/ Rio de Janeiro)
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