Com público superior a 20 mil pessoas nos dois últimos jogos pelo Campeonato Brasileiro, o São Paulo não retribuiu em campo e foi vaiado. Hoje (4), às 21h, pela 14.ª rodada, o time de Adilson Batista pega o Bahia com a obrigação de resgatar a força do Morumbi e fazer as pazes com a torcida. Após a saída de Paulo César Carpegiani, a chegada do novo técnico renovou a esperança dos são-paulinos. Tanto no empate com o Atlético Goianiense (2 a 2) como na derrota para o Vasco (2 a 0), cerca de 23 mil foram ao Morumbi, nos dois melhores públicos obtidos pelo clube tricolor neste Brasileirão.
Os tropeços, no entanto, acabaram com a paciência dos torcedores, que não pouparam o time. Nesta semana, Rivaldo cobrou personalidade dos mais jovens diante das vaias e foi apoiado por Adilson Batista. “Ele tem condições de falar pela experiência que tem, pelo profissionalismo e por querer bem a estes jovens”, apoiou o treinador.
Para Denilson, no entanto, as críticas foram precipitadas. “A questão da vaia sempre vai existir. Mas não acabou nem o primeiro turno e estamos em terceiro na tabela”, lembrou o volante, que nesta quinta retorna após cumprir suspensão. “Temos de entrar em campo e mostrar a personalidade que o São Paulo sempre teve em casa”.
Uma vitória é fundamental para manter a boa média de público em casa, que aumentou 30% em relação ao último Brasileirão. No ano passado, o clube levou uma média de 11.784 no seis primeiros jogos pelo Nacional. Neste ano, no mesmo período, o número subiu para 15.315. Como consequência, a arrecadação bruta também subiu, em 45% - o clube lucrou cerca de R$ 700 mil a mais nas 6 rodadas iniciais deste campeonato nacional.
TRICOLOR JOGA COM...
Rogério Ceni; Piris, Rhodolfo, Luiz Eduardo e Juan; Denilson, Wellington, Carlinhos Paraíba e Rivaldo; Lucas e Dagoberto.
(AGÊNCIA ESTADO/São Paulo)
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