Quando desceu do táxi nesta segunda-feira (8), no centro de Stuttgart, para se apresentar pela primeira vez na vida à seleção brasileira, Luiz Gustavo foi cercado na porta do hotel. As meninas queriam tirar fotos com ele; os rapazes estendiam a caneta e abriam cadernos, com figurinhas e reportagens com fotos e mais fotos do volante de 24 anos. “Aqui é assim todo dia”, disse o jogador do Bayern de Munique.
Luiz Gustavo deu vários autógrafos. Mas sabe que não está fazendo somente a felicidade de alguns fãs. Na Europa, é comum a venda de fotos, figurinhas e reportagens autografadas e era com esse objetivo que quatro dos “fãs” do estreante na seleção estavam ali - também fizeram “estoque” com outros jogadores da seleção. Claro, disfarçaram ao serem abordados. “Peguei tantas assinaturas porque gosto dele”, disse um dos garotos, sem convencer.
O volante, porém, não liga muito para a exploração. Já passou por poucas e boas na vida e acha melhor usar sua energia para o que realmente interessa, como a seleção brasileira. “Olha, sempre sonhei com uma convocação. Achava que no Hoffenheim já merecia, pois fiz três bons campeonatos. Mas admito que a ida para o Bayern (há pouco mais de sete meses) me deixou mais em evidência, aumentou minhas chances”.
A convocação - e a chance de começar já como titular nesta quarta - é a maior conquista desse paulista de Pindamonhangaba, dono de uma trajetória cada vez mais comum entre jogadores brasileiros. Ele jogou nos pequenos Corinthians e CRB, ambos de Alagoas, com 18 anos veio para a Alemanha e é praticamente um desconhecido no País.
Luiz Gustavo tem semblante tranquilo, mas que demonstra confiança. Aprendeu a “acreditar em si” com a mãe, que morreu de enfarte quando ele tinha 18 anos e acabara de vir para o Hoffenheim. O jogador, aliás, tem o rosto da mãe tatuado no corpo, assim como o do pai, do avô, do irmão e da Virgem Maria. “É uma maneira de me fortalecer”. Nesta segunda, as tatuagens não estavam visíveis. Luiz Gustavo se apresentou vestindo elegante jaqueta Dolce Gabanna, tom verde escuro. Na orelha, um brinco. No pulso, um reluzente relógio dourado. Mas o que ele quer mesmo é calçar as chuteiras e vestir a camisa amarela para mostrar que Mano Menezes não errou ao convocá-lo. (Agência Estado/ Sttutgart/Alemanha)
EXPECTATIVA
Para Luiz Gustavo, estrear na seleção brasileira jogando na familiar Alemanha - e contra um adversário que tem oito de seus companheiros de Bayern de Munique convocados - não faz diferença “Jogo de seleção grande não tem mando. A única diferença são os torcedores, mas não influi tanto assim”.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar