Paulo Henrique Ganso garante não estar sentindo pressão. Sabe, porém, que precisa mostrar um bom futebol nesta quarta-feira (10), no amistoso contra a Alemanha, em Stuttgart. Ele é um responsável pela armação de jogadas da seleção brasileira e, se não estiver bem, as coisas ficam mais complicadas para o time.
O meia é um dos jogadores preferidos do técnico Mano Menezes, mas talvez já não tenha a confiança total do chefe, pelo menos no momento. No treino desta terça, o comandante testou Fernandinho na função de Ganso e não confirmou se o santista será o titular no amistoso, apesar de ser esta a tendência.
Ganso, a rigor, ainda não fez uma grande atuação desde que voltou de contusão, seja pela seleção ou pelo Santos. Na Copa América, por exemplo, teve bons momentos, participou de vários lances importantes da seleção, mas pecou pela irregularidade. Em algumas partidas, participou poucas vezes das jogadas, comprometendo seu rendimento e o da equipe.
Mas ele diz estar tranquilo. “Estou me sentindo bem, mas gente sempre pode melhorar”, avisou. O santista acredita até que a partida contra os alemães será um divisor de águas na seleção. “A partida será difícil porque o rival é muito forte, mas uma vitória marcará o início de nova fase.”
Ele está otimista, mas também consciente de seu papel para que essa “nova fase” efetivamente comece. “Por eu ser o armador da equipe, esperam muito de mim. Vou me esforçar, mas o principal é que a seleção possa mostrar um bom futebol”, disse Ganso.
O meia entende que é preciso superar o fracasso da seleção na Copa América, mas demonstra ter dificuldade para esquecer. “Aquela decisão por pênaltis é difícil de esquecer, mas criamos muitas oportunidades (no jogo com o Paraguai) e não tivemos sorte”, lembrou.
Ganso só fica um pouco mais desconfortável quando é questionado sobre seu futuro, especificamente se ficará no Santos - o Corinthians diz não ter interesse no meia, mas a DIS, detentora de parte dos direitos federativos do jogador, quer vê-lo no Parque São Jorge. Ontem, por exemplo, ele deu uma resposta enigmática. “Já deixei bem claro o que eu quero e agora vou me preocupar com a seleção”, afirmou. (AGÊNCIA ESTADO/Stuttgart/Alemanha)
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