Um banco privado ofereceu uma proposta de R$ 300 milhões para adquirir o direito de dar o nome ao estádio do Corinthians, chamado de “naming right”. Com o valor da negociação, a diretoria pretende cobrir a linha de crédito do BNDES, segundo o jornal “O Estado de São Paulo” desta terça-feira.
O custo da construção da arena está estimado em R$ 890 milhões, sendo que R$ 400 milhões serão conseguidos juntos ao BNDES.
A proposta do banco privado tem pontos conflitantes com o pedido do clube. A empresa quer fechar acordo por 20 anos e o Corinthians por cinco anos a menos.
A diretoria argumenta que a demora na escolha de um parceiro para bancar o “naming rights” faz parte de estratégia. “Por enquanto as pessoas constatam que as obras estão em ritmo acelerado, mas ainda não identificam o estádio”, disse o diretor de marketing corintiano, Luis Paulo Rosenberg. “Quando tudo estiver subindo, com cara de estádio, as pessoas entenderão que aquilo é uma realidade, que não tem mais volta. A tendência é valorizar”.
A Odebrecht, responsável pela construção do estádio, busca com o clube, meios de financiar a obra. O plano montado pela construtora prevê a formação de uma “sociedade para fins específicos” (SPE), juridicamente capaz de pedir empréstimo junto ao BNDES, por um banco repassador.
Um fundo imobiliário será responsável pela gestão do dinheiro da obra, a contratação e pagamento da construtora. Fazem parte desse fundo de cotas o banco intermediário (repassador do dinheiro do BNDES), a construtora Odebrecht e o sócio minoritário Corinthians.
(BAND)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar