A cirurgia a que Ricardo Gomes foi submetido às pressas serviu para diminuir o hematoma presente no cérebro do treinador, maior preocupação dos médicos que estão cuidando do caso. Para o médico do Vasco Alexandre Campello, o comandante vascaíno poderia estar em situação muito pior caso a hemorragia não tivesse acontecido dentro do ventrículo (cavidades entre o cérebro).
“Ele teve sorte, pois a hemorragia aconteceu em uma área onde há a presença de líquido, portanto, o sangue se misturou. Com isso, a pressão intracaniana não aumentou muito. Agora, temos que aguardar”, explicou.
Com o vazamento de sangue estancado, ocorreu a diminuição do hematoma. Foram retirados 80 mililitros de líquido. Ricardo já tirou a drenagem e conteve a hemorragia. Ele se encontra sedado no Hospital Pasteur, no Méier, na zona norte do Rio de Janeiro.
“A drenagem realizada na cirurgia foi efetiva, e a tomografia mostrou uma melhora grande, mas ele permanece em um quadro clínico estável. Como ele está sedado, somente após o efeito dos medicamentos que se terá uma noção das possíveis sequelas que possa ter”, disse o médico.
Gomes passou mal na tarde desse domingo, no clássico entre Flamengo e Vasco (empate sem gols), pela última rodada do primeiro turno do Brasileirão. Durante a partida, o técnico deixou o estádio de ambulância, sendo encaminhado para o hospital, onde foram constatados o AVE (acidente vascular encefálico) e a necessidade de cirurgia. A operação durou cerca de três horas e meia e foi considerada bem-sucedida por Clóvis Munhoz, médico do Vasco. (Band)
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