Quem madrugou ontem no Mangueirão para garantir seu ingresso no amistoso Brasil e Argentina teve mais um motivo para reclamar, além dos preços salgados das entradas do jogo. Com a falta de energia no estádio, ocasionada por um problema nas instalações elétricas, o começo oficial das vendas, programada para às 8h, atrasou por uma hora.
A espera foi o suficiente para que se formasse uma multidão de aproximadamente 600 pessoas, que lotaram a entrada dos 23 guichês montados no estacionamento da ala A1. A situação foi normalizada com o uso de um gerador. O fluxo intenso de torcedores se manteve pelo restante da manhã. A venda dos ingressos segue até quarta-feira (14), das 8h às 17h, apenas no Mangueirão. Foram disponibilizados 38 mil ingressos para venda, a R$ 90,00 arquibancadas e R$ 190,00 para as cadeiras.
“Está caro, mas não vou perder a oportunidade. Nunca vi um jogo do Brasil ao vivo. Toda minha família de Concórdia do Pará vem para torcer. Espero que valha o sacrifício”, conta o universitário Marcos do Carmo, 23. O estudante aproveitou para adquirir a cota máxima de ingressos, seis por pessoa. O número foi estipulado para evitar a ação de cambistas. No ato da compra, o torcedor deve apresentar o CPF para registro.
Para os torcedores que preferem comprar no cartão de crédito, a venda só poderá ser feita pela internet por meio do site zetks.com. De acordo com Paulo Faustino, diretor operacional da Zetks, empresa responsável pela venda, a venda de camarotes, que estavam orçados em R$ 400, não será aberta ao público, pois já foram reservados.
Quase 15 mil ingressos vendidos
Durante a tarde, a movimentação foi constante, muitos chegaram para adquirir os ingressos e um deles foi o vendedor Igor Sarmento, 21 anos, que compareceu para garantir o seu lugar na partida do próximo dia 28. “Só pelo fato de ser o maior clássico da América Latina já vale”, destacou Igor, que também considerou a venda muito organizada e o preço para estudante bom para acompanhar o jogo da Seleção Brasileira contra a Seleção Argentina. “Será uma oportunidade de voltar a assistir jogadores que estão na primeira divisão, né?”.
Paulo Faustino relatou que está acontecendo um problema: pais tentam comprar os ingressos para os filhos, mas só com a documentação, por isso, estão saindo de mãos abanando. “A venda é presencial”, disse Faustino. (Diário do Pará)
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