Não foi tão "super" assim o clássico entre Argentina e Brasil. O zero a zero foi o melhor resultado para o primeiro jogo do Superclássico entre Argentina e Brasil, disputado na noite desta quarta-feira (14) em Córdoba, na Argentina.
Visivelmente sem entrosamento, a seleção brasileira encontrou dificuldades para fazer a bola chegar ao trio de ataque. Já pela seleção Argentina, jogando mais da metade do time titular do Vélez Sarsfield, a bola circulou com mais facilidade.
Logo aos 6 minutos Boselli completou cruzamento dentro da área brasileira, mas mandou sobre o gol de Jefferson. Mesmo com a superioridade da seleção argentina em campo, a chance mais clara de gol do primeiro tempo foi do Brasil, aos 11 minutos. Neymar driblou dois zagueiros e cruzou pra Leandro Damião, que acertou a trave.
O que parecia ser a reação brasileira, foi apenas um lapso. A Argentina passou a dominar a partida, e levou perigo em mais uma chance de Boselli, aproveitando cruzamento de Fernandez aos 14 minutos. Mas aos 22 o mesmo Boselli, jogador mais perigoso da Argentina em campo, sentiu uma lesão e foi substituído por Giglioti.
Recuado em campo, o Brasil só voltou a ter outra chance aos 28, quando Paulinho conseguiu um bom desarme e lançou Neymar. O atacante encontrou Ronaldinho, que teve boa chance para bater de fora da área, mas preferiu tentar o passe para Leandro Damião dentro da área, a zaga argentina afastou o perigo e o Brasil voltou a recuar.
Aos 34 minutos, o zagueiro brasileiro Réver vacilou na saída de bola e entregou nos pés do atacante Martínez, que aproveitou para tentar o cruzamento na linha de fundo, mas foi travado por Dedé. O apito final da primeira etapa foi salvador para a seleção brasileira, que sentia cada vez mais a pressão do ataque argentino.
O segundo tempo começou morno, e sem grandes chances de gol. Com a saída do atacante Martinez, também contundido, foi a vez da Agentina recuar e dar espaço para o Brasil. Para dar fluência ao time, Mano Menezes sacou Renato Abreu, apagado na partida, e colocou o garoto Oscar, melhor jogador do último mundial sub-20.
Melhor em campo, o Brasil, passou a criar mais, e aos 31 minutos o atacante Leandro Damião protagonizou o melhor da partida, aplicando uma "chaleira" no zagueiro argentino e arriscando o chute por cobertura no goleiro Orión. A bola bateu na trave e saiu. Aos 35, Ronaldinho Gaúcho cobrou falta perigosa e Orión defendeu.
Com o empate em 0 a 0, qualquer vitória em Belém dá a um dos lados o título do Superclássico, e um novo empate por qualquer placar leva a decisão para os pênaltis. (Alexandre Yuri Nascimento / DOL)
ARGENTINA x BRASIL
Local: Estádio Mário Kempes, Córdoba (ARG)
Argentina: Orión; Sebá Dominguez, Cellay e Desábato; Pillud, Héctor Canteros, Emiliano Papa, Augusto Fernández (Cristian Chávez) e Victor Zapata; Boselli (Giglioti) e Juan Manuel Martinez (Mouche). Técnico: Alejandro Sabella
Brasil: Jefferson; Danilo, Réver, Dedé e Kleber; Ralf, Paulinho (Casemiro) e Renato Abreu (Oscar); Ronaldinho, Leandro Damião e Neymar. Técnico: Mano Menezes.
Árbitro: Enrique Osses (Chile)
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