O técnico Luiz Felipe Scolari não tem dúvidas: o maior problema do Palmeiras é o ciúme interno na diretoria. Sem esconder a insatisfação com algumas situações que ocorrem frequentemente no clube, o técnico pediu mais poderes ao seu coordenador técnico, Galeano.
“Hoje, é muito difícil que outras equipes levem um coordenador, geralmente é uma pessoa ligada ao clube, conhece futebol, esta ligado à direção. É o caso do Galeano. Ele não tem os poderes e nem participa, como tinham os que ocupavam o cargo antes dele. Ele é só o coordenador, não dá entrevista, não tem a condição de contratar. Tem superiores a ele. Não faz mais do que isso”, afirmou Felipão.
“Gostaria que ele tivesse mais poderes, já falei isso ao presidente. Acho que ele tendo essa condição, faria com que algumas coisas que acontecem só chegassem ao presidente e ao vice no final. Essa é a função de alguém que tem esse cargo. Isso é uma colocação minha, sou funcionário, tenho que seguir a hierarquia”, completou.
A relação de intimidade entre o treinador e Galeano começou em 1997, quando trabalharam juntos pela primeira vez no Palmeiras. Em 1999, no título da Libertadores, o volante era um dos homens de confiança de Felipão, tendo inclusive feito partidas importantes na campanha vitoriosa.
Ainda assim, Scolari acredita que, se ele começar a aparecer, outros integrantes da diretoria alviverde poderiam se sentir incomodados, e pede liberdade a seu coordenador.
“Tem que parar esse ciúmes. Ciúmes de homem é dose. Aqui no Palmeiras, se alguém aparecer e disser alguma coisa, pronto: ciúmes total, começa uma guerra. Por isso que ele não vai aparecer nunca para falar de qualquer coisa. Tem que passar pelas picuinhas de explicar para A ou B que o Galeano é importante. Ele iria fazer muito mais pelo Palmeiras. Avança até determinado ponto e não avança mais, porque não tem autonomia para isso. É confiança. Se não querem, manda embora. É isso”, declarou o treinador. (Band.com)
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