Todo o planejamento da organização para o jogo entre Brasil e Argentina, na próxima quarta-feira, 28, foi posto em prática na tarde de ontem (20), no estádio Mangueirão, palco da partida válida pela final do Superclássico das Américas. Órgãos de segurança pública, como Corpo de Bombeiros, Cruz Vermelha, Departamento Estadual de Trânsito do Pará elaboraram uma simulação do evento. “Essa simulação consiste em pôr em prática o que colocamos no papel. O Re-Pa foi utilizado como substrato para isso, por ser o evento com mais movimento. É basicamente simular o que não ocorre na rotina desses jogos”, informou o coronel Daniel Mendes, coordenador geral da organização da partida.
Segundo o coronel, o quantitativo policial para o jogo Brasil e Argentina ainda está sendo fechado, mas deve girar em torno de 1.200 a 1.500 homens. “Vai depender das conclusões dessa simulação”, afirmou o coronel Dainel. De acordo com o coordenador, a organização estabeleceu dois momentos para trabalhar. “O primeiro evento é o treino, que na última passada da seleção por aqui deu problema de superlotação. O segundo é o jogo em si”, explica.
A simulação também foi marcada pela revolta dos trabalhadores da Associação dos Ambulantes do Mangueirão. Segundo os ambulantes, a organização do Superclássico das Américas repassou que eles, para trabalhar no dia do jogo, terão que adquirir os produtos para as vendas - comidas e bebidas da empresa responsável pela comercialização.
A posição não agradou os ambulantes. “Teremos que vender cinco caixas de água, ou seja, mais 120 garrafinhas, para pagar só a nossa entrada. E o jogo ainda é de noite”, reclamou João Marcelo Ferreiro, presidente da Associação. Além disto, ao que tudo indica, nem todos devem conseguir o seu espaço no Mangueirão. “O problema maior é a venda dos produtos nos bares. Vou tentar alocar de uma maneira melhor esse pessoal”, afirmou Saulo Aflalo, diretor geral do Estádio Olímpico do Pará.
CUSTO
Desde que foi confirmado como palco do clássico sul-americano, o Mangueirão transformou-se em um verdadeiro canteiro de obras. Toda a parte elétrica foi renovada; a área externa (incluindo o estacionamento) foi toda pavimentada. Houve reformas nos vestiários, os refletores foram trocados, os muros foram pintados e um novo placar eletrônico foi comprado. Toda essa correria custou aos cofres do Governo do Estado R$ 2,1 milhões. “O primeiro orçamento ficou em torno de R$ 2 milhões e 150 mil, mas o Governador (Simão Jatene) decidiu abaixar”, contou Saulo.
PARA LONDRES...
A seleção brasileira de futebol vai estrear um novo uniforme para os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. A camisa será mais clássica, exibindo a gola V. O modelo número 1, o amarelo, não terá mais a tira verde horizontal no peito. Outra alteração é em relação à inscrição “nascido para jogar futebol”, que agora fica na parte interna da manga esquerda. (Diário do Pará)
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