Na casa da matriarca Marlene Quadros, 65 anos, é ela quem comanda a torcida pela seleção brasileira. Em Bragança, onde a família mora, já está tudo organizado: bebidas e petiscos vão manter a animação da turma, com cerca de dez pessoas, nos 90 minutos de partida. E, claro, a camisa verde e amarela é o uniforme oficial desses torcedores.
Mas como em dia de jogo da Seleção, todo brasileiro é um pouco técnico, o filho de dona Marlene, Plínio, diz que não está muito empolgado com a escalação de Mano Menezes : “A gente até pensou em reunir uma caravana e ir torcer em Belém, mas pensando melhor, o ingresso está muito caro e essa seleção não está valendo uma viagem até a capital”. O irmão Eduardo é mais otimista: “Estou confiante com essa equipe e acho que o Brasil pode sair vitorioso”.
Argentino radicado em Belém há pelo menos duas décadas, Gualberto Dedini é proprietário de um conhecido pub na capital paraense. O bar vai exibir no telão o confronto entre as seleções, mas para quem ele vai torcer, nem os funcionários arriscam palpite, já que Dedini vai fazer isso bem longe dali.
Mário Amaral faz parte do ‘time do contra”, como os amigos definem. Desde muito pequeno ele nutria pouca simpatia pelo time do Brasil, e hoje assume que torce contra a seleção. O motivo não é pela falta de técnica dos jogadores ou pelas escolhas equivocadas dos técnicos, é pelo fator político que cerca a conhecida paixão nacional “ Os governos, em especial o brasileiro, se aproveitam dos esportes de massa para se promover, para vender que no país vai tudo bem”. Pela escolha incomum, ele quase não escolhe lugares públicos como locais para torcer, o grito de gol do time adversário só sai quando ele está em frente à tevê de casa, lugar onde muitos torcedores que não puderam ir até o Mangueirão, vão acompanhar o superclássico. (Luana Laboissiere, DOL)
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