Ronaldinho Gaúcho parece mesmo ter cavado o seu lugar novamente na seleção brasileira. A cada nova convocação, o meia do Flamengo parece mais à vontade com seu novo papel de líder e veterano no time nacional. Em San José, o jogador do Flamengo espera poder dar o passo que ainda lhe falta desde o seu retorno à rotina de amistosos e concentrações com a equipe brasileira - ainda está atrás de um gol.
Já se passaram quatro anos desde a última vez que ele mandou a bola para a rede usando a camisa amarela do Brasil - foram 11 jogos de Ronaldinho Gaúcho pela seleção nesse período. Contra Gana, em setembro, em Londres, na sua volta às convocações, ele ficou no quase. Contra a Argentina, as chances não apareceram. Mas enquanto não sai o gol, vai tocando a vida na seleção sob a condição de líder e estrela do time.
O meia afirma que tem se sentido muito à vontade como o “tio” da turma. “É muito bom porque é um grupo de jovens talentosos. Me sinto muito à vontade nesse grupo. Ter esse carinho é o que me motiva”. Segundo ele, a volta à seleção e as atuações no Flamengo fazem desse período um dos melhores de sua carreira nos últimos anos. “O período que fiquei fora da seleção eu senti saudade porque é o máximo. Hoje faço parte e procuro aproveitar cada momento. Estou muito bem, num momento lindo com meu time, cheguei bem à seleção, espero ficar assim por muito tempo para dar alegria ao povo brasileiro”.
Na condição de veterano no time nacional, Ronaldinho Gaúcho afirma que procura passar aos novatos a experiência que acumulou, assim como ocorreu com ele ao ser convocado pelas primeiras vezes, mais de uma década atrás. “Quando cheguei na seleção tinha Ronaldo, Romário, Roberto Carlos, Cafu. Procuro ser exatamente como os outros foram comigo”, contou.
Na Costa Rica, ele e Neymar são os mais tietados pelos fãs. Mas apesar de o atacante do Santos também ser bastante reconhecido, os gritos da torcida ainda são mais fortes por Ronaldinho Gaúcho. Uma cena comum nos treinos da seleção em San José são torcedores costa-riquenhos usando camisas do Barcelona ou segurando pôsteres do jogador em sua fase mais esplendorosa, defendendo o time catalão. “Isso acontece por eu estar há muito mais tempo como profissional, por ter passado mais tempo em clubes europeus, onde tem reconhecimento maior mundialmente”. (AGÊNCIA ESTADO)
EM NÚMEROS
4 anos. Há quatro anos, Ronaldinho Gaúcho não marca sequer um golzinho com a camisa da seleção brasileira. Ele se diz ansioso para quebrar esse jejum.
11 jogos. É o período da “seca” de Ronaldinho Gaúcho com a amarelinha. Mais experiente, um líder no grupo de Mano Menezes, o meia precisa voltar a marcar gols.
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